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Moradores do Renato Souza Pinto pedem socorro contra excesso de violência e sujeira

Muitos deles têm até medo de sair de casa em alguns horários do dia, por medo de serem assaltados

Lixeiras viciadas chamam mais doenças e infernizam a vida de quem anda pelo famoso bairro da Zona Norte de Manaus

Lixeiras viciadas chamam mais doenças e infernizam a vida de quem anda pelo famoso bairro da Zona Norte de Manaus (Evandro Seixas)

Os moradores do conjunto Renato Souza Pinto, 1ª Etapa, na Zona Norte, andam amedrontados com a onda de assaltos no bairro. Muitos deles têm até medo de sair de casa em alguns horários do dia, por medo de serem assaltados.

A autônoma Neida Menezes de Souza, 65, que mora no local há mais de 25 anos, relatou que a sensação de insegurança aumenta devido o movimento de pessoas que cortam o caminho por uma área verde e que divide a comunidade da “Baixada Fluminense”, localizada no final das 2 e 3. “A noite é terrível. Nós ouvimos o grito de pessoas e até tiroteio. O Ronda no Bairro passa, mas não entra no matagal que é onde eles se escondem”, disse ela. Ainda segundo a moradora, no fim da tarde, é comum ver pessoas entrando e saindo do mato para usar droga. “Fica só aquela clareira. Ninguém passa por aqui depois das 17h”, afirmou.

Esse não é o único problema. A funcionária pública Aparecida de Souza, que também mora no conjunto há mais de 20 anos, afirmou que por trás do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Magnólia Frota, na avenida Atroaris, está se formando uma lixeira viciada. “Vem gente de outras ruas jogar lixo aí. Tanto que tem resto de sofás, colchões, plásticos, até televisões velhas. E se a gente for reclamar, eles acham ruim”, reclamou a mulher.

Além da quantidade de lixo, o mato alto também preocupada a população. “De vez em quando eu mando alguém roçar aqui porque mês passado a minha nora foi assaltada quando passou por aí. Aí a gente fica com medo, né?”, falou ela. Já para o vigilante Welton Duarte, outra atenção que a comunidade está precisando diz respeito à capinação das ruas.

Recomendações

Sobre a segurança da comunidade, o comandante da 6ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), major Márcio Santiago, reforçou que a comunidade precisa denunciar mais os crimes que acontecem na área, pois, segundo ele, o patrulhamento das viaturas são organizados de forma estratégica, de acordo com o número de ocorrências por setores. “As pessoas precisam ligar pra gente, mostrar onde o problema está acontecendo, para que possamos montar uma estratégia e agir no problema especificamente”, reforçou o comandante.

O major também informou que recentemente esteve reunido com os moradores. “Nós queremos ser parceiros da comunidade e ajudar no que for preciso”, disse ele. Atualmente, área da 6ª Cicom é divida em oito setores e conta com 10 viaturas e 16 motos para realizar o policiamento local. Já sobre a lixeira viciada e a falta de capinação, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) informou que o problema será incluído na programação de serviços diários, para que seja feito.

Revitalização na agenda

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) informou, em nota, que um estudo sócio-ambiental realizado recentemente entorno de algumas áreas verdes e identificou o anseio por transformar as áreas em espaços de lazer. Por isso, a secretaria planeja desenvolver um projeto de revitalização dessas áreas, inclusive no Renato Souza Pinto. Mas ressaltou que áreas verdes são locais protegidos, decretado pelo município e que tem suas atribuições definidas pela Resolução 100/2006, do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente (Comdema).