Ao longo da semana o Núcleo de Ações Coletivas da Defensoria Pública do Estado do Amazonas deverá coletar depoimentos e documentos das mais de 5 mil famílias que moram na Comunidade de Deus, no bairro Tancredo Neves, na Zona Leste de Manaus, e que deverão ter as suas casas desapropriadas, em virtude das obras do Corredor Ecológico do Mindu.
Neste domingo (6), o defensor titular do Núcleo de Ações Coletivas, Carlos Alberto Almeida Filho, reuniu-se pela manhã com alguns moradores do lugar. Durante o encontro, eles reclamaram dos valores oferecidos pela Prefeitura de Manaus, referente às indenizações dos imóveis.
“Eles reclamam que os valores oferecidos são abaixo do que o imóvel vale, além disso, alguns se queixaram de estarem impedidos de realizar algumas reformas necessárias em suas residências, pois há o risco do imóvel desvalorizar”, informa Carlos Alberto.
Há sete anos os moradores da comunidade de Deus se encontram no processo de retirada da área, por conta das obras do Corredor do Mindu. Algumas famílias já teriam saído do local.
Segundo o defensor público, dentro de duas semanas será a vez do município explicar as suas ações na área.