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Em Manaus, moradores de residencial de luxo sofrem com alagações causadas por igarapés

Rotina comum a moradores de áreas de risco e beiras de igarapés, as inundações provocadas por obras públicas afetam condomínio

Na ponte da avenida Cecília Meireles, desde o início nas obras do igarapé, a água fica represada e inunda a via, chegando a alcançar a guarita de residencial e causando transtornos para moradores

Na ponte da avenida Cecília Meireles, desde o início nas obras do igarapé, a água fica represada e inunda a via, chegando a alcançar a guarita de residencial e causando transtornos para moradores (Evandro Seixas)

Moradores do condomínio residencial Ponta Negra 2, localizado na avenida Cecília Meireles, bairro Ponta Negra, Zona Oeste, estão preocupados com o problema de alagamento que vem acontecendo há vários anos e que está piorando após a prefeitura iniciar o desassoreamento do igarapé do Gigante, que passa pelos fundos do condomínio.

Segundo a administradora do residencial, Cleo Lopes, a cada chuva que acontece na capital, o grande fluxo de água inunda a via de acesso ao condomínio e alguns terrenos que ainda não estão ocupados.

O problema, segundo Cleo, é que o igarapé passa por debaixo de uma ponte na avenida Cecília Meireles e que as manilhas (tubos) de concreto por onde a água passa não estão mais suportando o grande fluxo de água provocado pelo desassoreamento. O curso d’água segue até a avenida do Turismo, no bairro Tarumã, ainda na Zona Oeste.

“As máquinas alargaram o igarapé e o fluxo de água cresceu. Na ponte da avenida Cecília Meireles, a água sempre fica represada e inunda a via. A água chega a alcançar a guarita do condomínio. É um transtorno muito grande não só para os moradores do Ponta Negra 2, como de outros condomínios desta área”, disse Cleo.

Os moradores foram informados por operários da prefeitura que o desassoreamento do igarapé do Gigante vem sendo realizado desde os bairros da União, Redenção e Lírio do Vale, por onde o curso d’água também passa.

Cleo, no entanto, explica que os moradores não são contra o trabalho de desassoreamento, mas cobram um serviço paralelo na ponte da avenida Cecília Meireles para que a água do igarapé não fique represada e inunde a via e os condomínios sempre que chover na capital. “Desde 2005, cobramos uma solução da prefeitura para que o igarapé não inunde toda essa área aqui”, destacou.

O problema ainda é agravado pela quantidade de lixo jogada nas águas do igarapé. Os resíduos, como garrafas plásticas, se acumulam na manilha de concreto e também impedem a passagem da água.

O autônomo José Alves, 41, disse que, por várias vezes, para realizar serviços naquela área usando a avenida Cecília Meireles, em dias de chuva, precisou esperar a chuva passar para não danificar o carro. “Se alaga o motor, já era!”, disse.

Obras

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), a prefeitura está realizando o desassoreamento do igarapé do Gigante a pedidos de alguns moradores do entorno. O órgão reconheceu que a área retém águas e que o local necessita de um projeto para implantação de uma canalização e uma ponte com estrutura para veículos e pedestres. Mas, isso ainda está sendo estudado pela equipe técnica do órgão, informou a pasta.