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Mulher e taxista que raptaram menina indígena no Centro de Manaus se entregam à polícia

O casal resolveu se entregar comparecendo na Depca, com a presença de um advogado e lá confessaram o crime. Eles vão responder em liberdade

Ela teria dado R$ 20 para o irmão de Tamara, de 13 anos, que entrou no estabelecimento para comprar um presente

Ela teria dado R$ 20 para o irmão de Tamara, de 13 anos, que entrou no estabelecimento para comprar um presente (Divulgação)

A suspeita de ter raptado a menina indígena Tamara de Oliveira da Silva, de 2 anos, na última terça-feira (24, véspera de Natal), se entregou à polícia na noite desta quinta-feira (26), na Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca).

Paloma Priscila de Oliveira, 21, foi acompanhada do marido, o taxista José Roberto de Souza Maia, 33 - o mesmo que entregou a criança aos policiais depois de dizer que uma cliente havia abandonado-a no veículo após uma corrida. Eles vão responder pelo crime em liberdade.

De acordo com a Polícia Civil, a equipe de investigação da delegacia especializada estava atrás do taxista para prestar esclarecimento sobre a história que havia contado ao entregar Tamara para os policiais da 13ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) um dia após ela ter sido raptada. Ele não compareceu na delegacia no dia marcado para o depoimento, o que levantou a suspeita dos policiais.

O casal resolveu se entregar comparecendo na Depca, localizada no bairro Redenção, com a presença de um advogado e lá confessaram o crime. De acordo com Paloma, ela estava no Centro na véspera de Natal quando viu as crianças pedindo esmolas na frente de uma loja.

Ela teria dado R$ 20 para o irmão de Tamara, de 13 anos, que entrou no estabelecimento para comprar um presente para si. Paloma afirmou, ainda, que esperou o menor, mas ao perceber que o mesmo não havia retornado, ela decidiu levar a menina para casa.

De acordo com a delegada Linda Glaúcia, titular da Depca, ao perceberem a veiculação na imprensa local das imagens do circuito interno da loja, onde Paloma aparece com as crianças, o casal resolveu entregar Tamara.

José Roberto pegou a criança na última quarta-feira (2%) e levou até os policiais da 13ª Cicom, mas inventou uma história para não ser preso em flagrante. Ele foi chamado para dar o depoimento mas, ao saber que a polícia continuaria as buscas para prender a suspeita e que a verdade poderia vir à tona, ambos resolveram se entregar e relatar o ocorrido.

Questionada sobre o corte de cabelo de Tamara (a foi entregue de volta aos pais com um penteado diferente), Paloma informou à delegada que a menina estava com piolho e, por isso, cortou o seu cabelo, negando a intenção de dificultar a identificação da criança.

José Roberto vai responder por favorecimento pessoal e Paloma por sequestro e lesão corporal em liberdade, tendo em vista que havia passado o prazo para a prisão em flagrante.