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Mulheres são presas após darem apoio a assaltantes e roubarem parceiro na Zona Sul

Elas mantinham um relacionamento sexual com a vítima e combinaram o assalto com outros três homens, que também foram interceptados pela polícia

As mulheres ainda tentaram fingir que também eram vítimas, mas um dos suspeito ligou e o mesmo perguntou como estava o assalto na frente da polícia

As mulheres ainda tentaram fingir que também eram vítimas, mas um dos suspeito ligou e o mesmo perguntou como estava o assalto na frente da polícia (Divulgação/PM)

Adriany da Silva Maciel, 20, e uma adolescente de 17 anos foram interceptadas na madrugada desta sexta-feira (7) após darem apoio no sequestro seguido de roubo do representante comercial Gilson Kerst, 38. Elas mantinham um relacionamento sexual com ele e marcaram um encontro na noite de quinta-feira (6) com o objetivo de cometer o crime.

Elas fingiram serem vítimas para não levantar suspeitas, mas a polícia descobriu a participação delas depois que receberam um telefonema do mentor do assalto.

De acordo com os policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), a vítima informou que Adriany e a menor combinaram o crime com Márcio Freitas de Mesquita, 26, Bruno Mendonça da Silva, 24, e um adolescente de 16 anos. Logo depois, Adriany ligou para o representante marcando o encontro e combinaram que ele as buscariam.

No meio do caminho, as mulheres, já no carro com Gilson, decidiram parar em um posto de combustível, localizado no bairro de Educandos, na Zona Sul de Manaus, onde dois suspeitos os aguardavam. Ao saírem da loja de conveniência, os três foram abordados e ameaçados com uma arma de fogo pela dupla.

Gilson foi obrigado a levar os suspeitos até o seu apartamento, localizado na rua Professor Jubertiono Muniz (antiga rua Um), na Etapa 4 do Condomínio Eliza Miranda, bairro Japiim. Um dos suspeitos subiu com ele até o segundo andar, onde amarrou suas pernas com uma fita adesiva, as mãos com um cadarço e colocou uma camisa na sua boca. O representante ficou deitado no chão da sala, enquanto os objetos eram retirados. Na ocasião, as mulheres ficaram no carro com o adolescente.

Após retirar os objetos pessoais do representante, Bruno saiu do apartamento e deixou a vítima no local. Gilson conseguiu desamarrar suas mãos e ligar imediatamente para a portaria do condomínio. Bruno, o adolescente e as duas amantes usaram o carro da vítima, um Hyundai HB20, de cor azul, para fugirem do local, mas os seguranças conseguiram fechar a cancela do residencial.

Os suspeitos perceberam a ação e passaram em alta velocidade, quebrando a barreira. Após saírem do condomínio, eles ainda bateram em outro veículo, que não teve características reveladas, e não conseguiram maus escapar. Bruno tentou correr, mas foi agredido e preso por populares. As mulheres permaneceram no carro e disseram que estavam sendo levadas pela dupla. O adolescente correu na direção de um matagal, trocou a calça jeans por uma bermuda e tirou a camisa.

Uma viatura policial fazia um patrulhamento pela avenida Buriti, em frente à empresa Caloi, quando os policiais foram abordados por um mototaxista que informou que um dos suspeitos do assalto estava andando sem camisa tranquilamente pela via.

O adolescente foi procurado e ao perceber a chegada da polícia confessou o crime dizendo “Perdi, perdi. Foi eu quem fez o roubo mesmo” (sic). Com ele, a polícia encontrou uma câmera digital, dois celulares e R$ 114 em espécie. O mesmo confessou que o restante do bando estava nas proximidades do condomínio.

Ao chegarem ao local, Bruno havia sido detido pelos populares e as mulheres estavam perto do carro da vítima. Márcio, que foi o mentor do crime, não participou efetivamente do assalto, mas esperava o grupo em outro local. Ao perceber a demora, ele ligou diversas vezes para o celular da adolescente. O policial desconfiou do nervosismo das mulheres e pediu para que a menor atendesse a ligação no viva voz.

No telefone, Márcio perguntou como estava o assalto e se já haviam terminado com a vítima. A polícia percebeu a participação delas no crime e ambas confessaram onde entregariam os produtos roubados.

Os policiais foram até a casa do terceiro homem, situada na rua Ana Nogueira, bairro Educandos, e o prenderam. Um revólver calibre 32, com numeração raspada e uma munição intacta, foi encontrado com a quadrilha.

Foram apreendidos, também com o restante dos suspeitos, um notebook e um celular. Dos R$ 2 mil levados da casa do representante, apenas a quantia R$ 114 foi recuperada. A polícia acredita que o adolescente tenha jogado o restante do dinheiro no matagal do conjunto.

O caso foi registrado no 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e Adriany, Márcio e Bruno foram atuados em flagrante por roubo majorado, corrupção de menores e associação criminosa. Eles foram encaminhados para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa e os adolescentes à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai).