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Rodoviários paralisam 100% da frota e prejudicam passageiros neste segunda-feira

A greve já havia sido debatida pelo Sindicato dos Rodoviários há algum tempo e questionada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram)

A população optou também por utilizar os serviços de transporte de executivos e alternativos em Manaus

A população optou também por utilizar os serviços de transporte de executivos e alternativos em Manaus (Luiz Vasconcelos)

Manaus acordou na manhã desta segunda-feira (07) sem nenhum ônibus à vista. Para uma cidade que antevia até a construção de um monotrilho para a Copa do Mundo, a falta do simples coletivo a meses do Mundial causa devida indignação.

A greve já havia sido debatida pelo Sindicato dos Rodoviários há algum tempo e questionada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). O debate foi parar na Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) acatou, na tarde do último sábado (05), o pedido feito pelo órgão, estabelecendo que 70% da frota operasse normalmente nesta segunda e que os grevistas voltassem a trabalhar normalmente na terça.

De acordo com o despacho da desembargadora plantonista do trabalho da 11ª região, Ormy da Conceição Dias Bentes, 70% dos rodoviários deveriam estar em atividade durante os horários de pico, pela manhã, de 6h às 9h, e à tarde, de 17h às 20h. No restante do tempo, 40% do efetivo deveria trabalhar em escala de rodízio.

A decisão também contemplou a estipulação de multa de R$ 50 mil/dia em caso de descumprimento e R$ 50 mil/hora, caso os sindicalistas não respeitassem o limite de distância de 50 metros da frente das garagens.

Como se vê pela situação caótica desta manhã, o Sindicato dos Rodoviários descumpriu a decisão judicial. Fernando Borges, assessor jurídico do Sinetram, afirmou que “a situação dos rodoviários está boa, eles têm o segundo maior salário do Brasil entre os rodoviários das capitais”. De acordo com ele, o órgão desconhece os motivos da paralisação.


Da parte dos rodoviários, Givancir Oliveira, presidente do sindicato, disse em entrevista que a decisão de paralisar totalmente partiu dos próprios trabalhadores e que a ideia do sindicato era seguir a determinação da Justiça. De acordo com ele, aumento salarial, participação de lucros e resultados, taxa de insalubridade, dissídio coletivo, e fundo de garantia estão entre as reivindicações da categoria.

"Começamos as negociações com a Prefeitura e o Sinetram no dia 13 de janeiro e desde então, eles não ofereceram nenhuma proposta e nada foi discutido. O prefeito teve todo esse tempo para evitar a paralisação, mas não evitou por não ter interesse em resolver o problema dos trabalhadores", explicou Givancir.

Eles também exigem mudanças no plano de saúde, que passaria a incluir mais um dependente, a remuneração por horas extras no lugar do banco de horas, e a retirada de uma financeira que atua na empresa Líder, que estaria cobrando juros excessivos dos trabalhadores.

Hoje, Givancir afirmou que o prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, tem enganado os rodoviários e que ele “não aceitará politicagem” de maneira a prejudicar a classe. Artur se reuniu com ele nesta manhã, mas, segundo Givancir, "ele não ofereceu proposta, só disse estar cheteado com a situação. Ele não tem que ficar chateado, ele tem que entender nosso problema e resolvê-lo", concluiu o sindicalista.

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