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Obras do projeto de revitalização da segunda etapa da Ponta Negra não saíram do papel

Revitalização do Complexo Turístico da Ponta Negra custou R$57 milhões aos cofres públicos e foi entregue sem o mirante, o píer e um restaurante

A torre mirante e o píer, destaque do projeto, também não foram construídos

A torre mirante e o píer, destaque do projeto, também não foram construídos (Divulgação )

Mesmo depois de 15 meses de atraso, a segunda etapa de revitalização do Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste, ainda foi entregue faltando alguns itens que se destacavam no projeto apresentado pela ex-gestão municipal. Uma “torre mirante”, que seria construída para observação, é um deles. O prédio teria uma altura superior a todos os edifícios localizados na orla da Ponta Negra, de frente para o rio Negro.

Outros itens que também não saíram do papel foram o terminal flutuante para barcos e um restaurante de dois andares com arquitetura temática, e que pareceria com a proa de uma embarcação.

No projeto, que inclusive foi apresentado ao Ministério do Turismo, em 2009, pelo secretário municipal de Infraestrutura (Seminf) da gestão passada, Américo Gorayeb, o terminal turístico flutuante aparecia em frente à torre de observação e, o restaurante, perto das quadras esportivas. Na época, a prefeitura informou que funcionariam sob regime de parceria público-privada.

A ex-gestão municipal havia “vendido” à população a imagem do Complexo Turístico da Ponta Negra com uma “torre mirante” onde os visitantes iriam subir, via elevador, ao último andar, e observar o rio Negro. Amazonino Mendes chegou a informar que, no topo do mirante, os visitantes encontrariam uma plataforma de observação com binóculos semelhante ao do  Empire State Building, em Nova Iorque. Na torre ainda teria espaço para o funcionamento de um restaurante.

Mas, até agora, a “torre mirante” ainda nem saiu do chão. E também não há sinais de construção do terminal flutuante para barcos e nem do restaurante com a arquitetura temática.

Para a universitária Lorena Machado, 25, os itens tinham tudo para não passarem despercebidos. Por conta de um trabalho de faculdade quando cursava Arquitetura, Lorena ainda lembra desses “detalhes” mesmo depois de ter trocado de curso. “O que mais chamava a atenção era a torre, porque seria uma construção ousada. Mas desde o início desconfiei que o projeto apresentado era uma propaganda enganosa e que nem tudo sairia do papel”, comentou.

A segunda etapa do Complexo Turístico da Ponta Negra foi entregue em dezembro passado com três quadras de esportes - que apareciam com gradis no projeto, que não foram implantados -, estações de tratamento de esgoto, estacionamento, mirantes iguais ao da primeira etapa, pista de skate, banheiros e uma grande passarela que sai do calçadão e vai até a praia.

A obra tinha previsão inicial de ser entregue 100% concluída em setembro de 2012. “O local está muito bonito. Mas acho que esses itens atrairiam mais visitantes”, disse o autônomo Marco Antônio Souza, 42.

Barraquinhas de coco excluídas da reforma

Apesar de serem “vizinhas” do Complexo Turístico da Ponta Negra, as barraquinhas de coco que ficam na avenida coronel Teixeira não acompanharam a transformação daquela área. Isso porque o projeto de revitalização do complexo turístico  não incluiu os quiosques para que fossem reformados.

“Muita gente que vem à Ponta Negra costuma tomar água de coco nessas barraquinhas. Isso significa que os turistas também vão procurar, ainda mais no período do calor. Essas barraquinhas praticamente fazem parte do complexo turístico”, comentou o microempresário Robson Almeida, 32.

Na opinião da cabeleireira Rosana Albuquerque, 35, que pratica caminhada quase todos os finais de semana na Ponta Negra, as barraquinhas de coco também deveriam ter recebido atenção do poder público.  “Seria muito válido se os quiosques ganhassem um novo visual. Por estarem perto de um dos principais pontos turísticos da cidade, mereciam ser reformadas com padrão Fifa”, sugeriu a cabeleireira.

O Instituto Municipal de Planejamento (Implurb) não respondeu se a atual gestão municipal tem algum projeto de reforma das barraquinhas de coco antes do início da Copa em Manaus.

Sem resposta

O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) foi procurado para esclarecer se alguns itens do projeto inicial ainda serão construídos durante a atual administração. Mas o órgão não conseguiu se pronunciar sobre o assunto até o fechamento desta edição.