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Páscoa: dia de reunir a família e celebrar

Católicos e protestantes comemoram a ressurreição de Jesus Cristo em comunhão, seja reunida em casa ou na comunidade 


A família Neves tem a tradição de reunir parentes e amigos para celebrar o domingo de Páscoa com confraternização

A família Neves tem a tradição de reunir parentes e amigos para celebrar o domingo de Páscoa com confraternização (Luiz Vasconcelos)

O manauense mantém viva a tradição de reunir toda a família para o almoço de Páscoa e passa para os filhos a importância de se comemorar a vida. De forma não muito diferente, católicos e protestantes celebram a tradição do domingo de Páscoa, no qual se comemora a ressurreição de Jesus Cristo.

Na casa da professora Eleneide Borges Guerra, 63, moradora do bairro Dom Pedro 2, Zona Oeste, ela conta que a data é levada a sério pela família e o almoço de Páscoa é uma tradição que deve ser passada para filhos e netos. “Fazemos questão de reunir toda a família, convidar os amigos e também os agregados. Essa é uma data para celebrar e, além disso, ensinar para os mais novos qual o verdadeiro sentido da data”, ressalta Eleneide.

O advogado Edmilson das Neves Guerra, 63, marido de Eleneide, fala que se sente gratificado em ver os parentes e amigos participando desse momento. “A gente percebe que hoje falta princípios religiosos e a integração do ser humano para com Jesus. Pois, ele é a cabeça e nós somos os braços e as pernas. E temos que sustentar a cabeça, então não devemos deixar a tradição morrer. Para nós isso não é um simples ato, e sim um sacramento importante. Respeitamos a quaresma, não comemos carne nos dias santos e no domingo fazemos a comemoração com um grande café da manhã, sem deixar de fazer nossas orações e lembrar o sentido da ressureição do senhor” afirmou o advogado.

Participação dos fiéis

O arcebispo de Manaus D. Sérgio Eduardo Castriani, conta que a população está confirmando sua fé e mantendo a tradição . “A participação dos cristãos nos últimos anos tem aumentado não só aqui em Manaus, mas em todo o estado do Amazonas. Tivemos a celebração do domingo de Ramos, deu muito mais que no ano de 2013, uma participação muito grande, mais de 1.500 pessoas na catedral participando da missa que antecede o domingo da páscoa. A gente percebe que as pessoas estão exercendo a sua fé cristã, e isso é também uma reação da não banalização da Páscoa, voltada para a Semana Santa. O povo entende o sentido da comemoração. Não estão presentes por obrigação”, destacou.

Páscoa criativa

Há seis anos, a Nova Igreja Batista Grande Circular celebra a Páscoa de forma criativa, pregando que a forma de viver a Páscoa é levar a reflexão ao próximo. O Pastor Anderson Libório diz que “nós transmitimos a mensagem para a sociedade, de que a Páscoa é a solução de Deus para o pecado da humanidade” disse .

A igreja evangélica se prepara com 220 pessoas envolvidas, entre atores e parte técnica. Durante quatro meses ensaiaram para apresentar durante a véspera da Páscoa a encenação da morte e ressurreição de Jesus, contando trechos das passagens bíblicas e transformando para os dias atuais, fazendo quem estiver presente pensar e refletir sobre a vida através da ressurreição. “Nós foptamos em alguns momentos por fazer ceias, mas preferimos levar a mensagem da Páscoa à sociedade. Dessa forma nós comemoramos o nosso domingô”, finalizou o Pastor Anderson.

A programação da igreja aconteceu na Sexta-Feira da Paixão, Sábado de Aleluia e acontece neste domingo, às 16h, 18h e 20h.

Ritos e símbolos

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, que une todos os católicos no triunfo real de Cristo. O Tríduo Pascal tem início na Quinta-feira Santa com a Missa do Lava-pés, expressão máxima da frase de Jesus: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir” (Mateus 20:28). Nessa celebração, Cristo deixa o exemplo do amor ao próximo. Nessa Missa também se recorda a instituição da Eucaristia e do sacerdócio. Ao final da celebração, acontece a “Transladação do Santíssimo”, na qual o sacerdote recolhe as Hóstias Consagradas e as deposita no sacrário. Tudo isso acontece numa procissão luminosa, na qual o povo, em silêncio e recolhimento, é chamado à adoração ao Nosso Senhor Jesus Cristo, que vai se entregar como sacrifício. Na Sexta-feira Santa recorda-se o dia em que Cristo entrega a sua vida pela humanidade. Esse é o único dia em que não há missa. Nesse dia, os católicos observam o jejum juntamente com a abstinência de carne. Também nesse dia se guarda o silêncio numa atitude de oração e contemplação. Na noite do Sábado,a tradição da Igreja Católica, celebra-se a chamada “Vigília Pascal”.

BLOG - Sérgio Eduardo Castriani, arcebispo de Manaus

A Semana Santa não é somente um feriado prolongado, mas é o momento de recordar, de fazer memória do mistério central da vida cristã que é a morte e a ressurreição de Jesus. Para quem acredita em Jesus Cristo é importante voltar às fontes, relembrando que a liturgia se faz presente. Nós acreditamos que de forma sacramental esse mistério se torna vivo. A liturgia católica existe faz dois séculos, nós não inventamos a liturgia. Desde o início, os cristãos se reuniam para lembrar a memória da morte e ressurreição do Senhor. Cada domingo a Igreja Católica se reúne para fazer essa memória , então a liturgia não é ato que foi montado para ser uma representação. Ela é um mistério celebrado. Existe toda uma simbologia, como o Círio Pascal, a grande vela que se acende na noite pascal, a água que serve para o batismo, a própria cruz que é o grande símbolo da paixão do Senhor, a caminhada, a proclamação do evangelho tudo isso são coisas muito bonitas e que têm uma profundidade. É uma liturgia que foi instituída através dos anos e nós somos herdeiros, a Igreja não inventou uma liturgia , não é o padre que inventa, mas uma herança que nós recebemos de gerações em gerações e vamos transmitindo isso uns aos outros por meio desses ritos sacramentais.