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Pedestres convivem com risco em viadutos e passagens de nível

Obras foram planejadas pensando apenas no trânsito ameaçam pedestres, que se arriscam entre os veículos

Na saída do viaduto do Coroado, onde o tráfego é intenso, pedestres convivem com o perigo

Na saída do viaduto do Coroado, onde o tráfego é intenso, pedestres convivem com o perigo (Márcio Silva)

Intervenções construídas para facilitar a vida no trânsito, viadutos e passagens de nível são um risco para os pedestres, que precisam passar por longas esperas e ainda correr o risco de serem atropelados para conseguir atravessar ruas e avenidas onde os empreendimentos aumentaram a velocidade média do tráfego.

Exemplos do perigo a que os pedestres são expostos podem ser constatados diariamente na avenida Desembargador João Machado, bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste. Nesse local, por se tratar de uma avenida de grande fluxo de veículos, os pedestres precisam esperar por mais de dez minutos para conseguir atravessar. A ausência de uma passarela, faixa de pedestres ou redutores de velocidade na via agrava o problema.

Segundo o estudante Luis Felipe Santos, 19, vários acidentes envolvendo pedestres já aconteceram no local, pois as pessoas  precisam correr para não serem atropeladas. De acordo com Luis, há três meses um homem foi atropelado quando tentava atravessar a rua e chegar na parada de ônibus.

A única faixa de pedestre que existia na rua, distante cerca de um quilômetro da parada de ônibus, foi retirada há um mês, quando a prefeitura realizou o recapeamento da avenida.

No complexo Viário Antonio Simões, na avenida Jornalista Umberto Calderaro, Zona Centro-Sul, a dificuldade dos pedestres se repete. Quem vem da avenida  Ephigênio Sales  para atravessar na Umberto Calderaro precisa de paciência, pois por ser uma via larga e com fluxo intenso de veículos, o risco de atropelamento é constante.

Para o industriário Pedro Souza, 31, que tentava atravessar no momento em que a reportagem esteve no local, as melhorias no trânsito só contemplam o bem estar dos motoristas e os pedestres precisam se adaptar ao que lhes é oferecido. “Vida de pedestre não é nada fácil”, disse.

O industriário relatou ainda que as pessoas que precisam atravessar a rua para chegar ao ponto de ônibus esperam pelo menos 15 minutos até conseguir cruzar, correndo, entre os carros. “Um idoso que caminha devagar não consegue atravessar nesse lugar”, disse Pedro.

Na passagem de nível da avenida Darcy Vargas, os problemas continuam. Segundo Carlos Lima, 43, diversos acidentes já aconteceram no local e nenhuma medida foi tomada pela prefeitura. Para ele apesar de existir a passarela em frente ao shopping, muitas pessoas não usam, mesmo colocando a vida em risco, porque alegam que ela deixa o percurso muito mais longo.  Além disso, depois da passagem de nível, a primeira faixa de pedestre só é encontrada após mais de um quilômetro, justificou.

Projetos

O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) foi procurado pela reportagem para tratar sobre o problema e informou, por meio da assessoria de comunicação,  que já está desenvolvendo estudos para implantar equipamentos e sinalização adequada nos locais citados pela reportagem, para oferecer mais segurança aos pedestres.