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Pedestres reclamam de lanche instalado em calçada de via movimentada de Manaus

O proprietário ocupou o espaço público com cadeiras e mesas, além de colocar cerâmica e pintar a calçada para demarcar o local

Durante a noite ninguém consegue passar na calçada, por causa da quantidade de cadeiras de mesas, e os moradores têm que se arriscar passando pela rua

Durante a noite ninguém consegue passar na calçada, devido a quantidade de cadeiras de mesas, e os moradores têm que se arriscar passando pela rua (Divulgação )

Moradores da avenida Tefé com a rua Maués, no bairro da Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus, denunciaram ao portal ACRITICA.COM a obstrução da calçada situada no cruzamento pelo proprietário de um lanche. Ele colocou cerâmicas no chão e ainda pintou o espaço público onde fica a banca, impedindo o deslocamento de pedestres. Segundo os denunciantes, as pessoas são obrigadas durante a noite a desviar a rota pela via pública, que possuí uma grande movimentação de veículos, por causa das mesas e cadeiras de plástico colocadas no local.

A funcionária pública Maria Silva* (nome fictício para preservar a identidade do morador), de 40 anos, disse que o proprietário trabalha no local há mais de trinta anos, mas foi obrigado a sair do terreno após o dono decidir demolir um antigo estabelecimento comercial localizado na esquina das vias.

“Ele trabalhava dentro do terreno, porém, o dono do terreno precisou fazer uma reforma e cercou o local. Ele deixou um espaço suficiente para os pedestres passarem, mas o proprietário do lanche foi lá e colocou cerâmica e ainda pintou o chão para demarcar o espaço. Durante a noite ninguém consegue passar por causa da quantidade de cadeiras de mesas que ficam no meio do caminho. O morador tem que arriscar a própria vida passando pela rua”, desabafou.

Segundo outra moradora, que preferiu não se identificar, uma denúncia foi feita ao Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), que enviou fiscais até o lanche irregular, mas o proprietário continuou no local.

“A partir das 17h, o proprietário começa a colocar as mesas e cadeiras e ninguém mais passa. Há alguns dias reclamei com ele, porque precisei passar com a minha filha de três anos pela rua, e o senhor retrucou que sempre foi assim e que ia continuar no local. Não reclamo dele ganhar a renda dele ali, mas que não atrapalhe os moradores”, declarou.

Denúncia será verificada por fiscalização

De acordo com a assessoria de imprensa do Implurb, as informações referentes a denúncia dos moradores serão repassadas à Gerência de Fiscalização de Postura para devida ação fiscal, principalmente por conta da obstrução do logradouro público. Questionada sobre a primeira fiscalização, a assessoria do órgão informou que por se tratar de fim de semana o setor responsável não funciona, impossibilitando a confirmação dos dados.