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Peixe: é preciso ter cuidado na hora de comer

Na Semana Santa, quando o consumo desse alimento aumenta consideravelmente, entre os católicos, a procura por profissionais capacitados para a retirada de espinhas também deve ser maior, que a média do ano

Alimento “da hora” exige atenção na separação das espinhas

Alimento “da hora” exige atenção na separação das espinhas (Márcio Silva)

O amazonense é hábil em comer peixe, hábito que cultiva desde a mais tenra idade, porém, vez ou outra, alguém se entala com a “espinha”, que fica presa na garganta, e imediatamente se instala aquele desespero. Entretanto, se pensa que tão fácil quanto encontrar peixes nessa terra, é achar um profissional que tire a espinha da garganta, eis um grande engano.

Na Semana Santa, quando o consumo desse alimento aumenta consideravelmente, entre os católicos, a procura por profissionais capacitados para a retirada desse “corpo estranho” também deve ser maior, que a média do ano.

O taxista Oberlan Soares, passou pelo susto de engolir uma espinha, que ficou presa em sua garganta, durante o almoço. Ele lembra que usou todas as simpatias caseiras (comer banana, comer “miolo” de pão, banana com farinha), mas nada adiantou. Foi então ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA), onde foi informado que não tinha como tirar o objeto, a seguir foi ao hospital e pronto-socorro 28 de Agosto, e ai novamente encaminhado à Clínica São Braz (Clinimagem) conveniada ao Serviço Único de Saúde (SUS).

Segundo Soares, havia uma fila com umas sete pessoas. “Cada atendimento demorava em média trinta ou quarenta minutos. Dão um líquido para tomarmos que amortece a garganta, depois um tubo é enfiado para retirar o corpo estranho”, recorda, completando que existiam pessoas com espinhas de tambaqui (do lombo) e também de bacalhau.

A Clinimagem ou São Braz, localizada na avenida Mario Ipiranga Monteiro, Zona Centro- Sul, atende os “engasgados”. Em média, de acordo com a recepcionista, são atendidos de cinco a dez pessoas diariamente, com os mais diversos tipos e tamanhos de espinhas. Para ser atendido, os pacientes têm que estar de jejum por seis horas. São dois médicos responsáveis pelo procedimento: um gastroenterologista e um otorrorrinolarigologista, com especialização em retirada de “corpos estranhos”.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) em casos de engasgamento em crianças, incluindo os problemas com espinhas de peixe, elas podem ser encaminhadas ao Pronto Socorro da Criança da Compensa, Zona Oeste e do PS da Criança da Cachoeirinha, Zona Sul. Ainda segundo a assessoria, nos casos envolvendo adultos, nas situações de emergência (aquelas em que há risco iminente de morte, com o comprometimento da respiração), o paciente deve ser conduzido para qualquer Serviço de Pronto Atendimento (SPA) ou Pronto-Socorro mais próximo. Os casos de engasgamento por espinha em adultos (que em sua maioria não apresenta risco de morte) são encaminhados à Clínica São Braz, conveniada do SUS.