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Polícia prende suspeito de matar homossexual nesta quarta-feira

A vítima, que era homossexual assumido, foi encontrada com marca de facada no peito, próximo ao coração. "Pulguinha" foi visto saíndo do local no mesmo dia

De acordo as filhas da vítima, Antonio era visto frequentemente com feridas e hematomas pelo corpo, provavelmente causadas por agressões cometidas por "Pulguinha"

De acordo as filhas da vítima, Antonio era visto frequentemente com feridas e hematomas pelo corpo, provavelmente causadas por agressões cometidas por "Pulguinha" (Divulgação )

"Não fui eu. Foram outras duas pessoas. Eu tentei salvá-lo", disse Vangler Paulo Cabral do Carmo, 26, o "Pulguinha", preso nesta quarta-feira (22), na rua Aladim, bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, suspeito de ter assassinado o próprio "amigo", Antonio Rodrigues, em julho de 2007. O mandado de prisão contra Vangler pelo homicídio estava expedido desde 2010 e foi renovado em 2013, mas só agora ele foi capturado e cumprirá a pena determinada pela Justiça.

O crime aconteceu quando "Pulguinha" tinha 20 anos. Segundo a policia, o homicídio ocorreu por volta das 5h do dia 22 de julho de 2007, na casa de Antonio, na rua Fortaleza, bairro Gilberto Mestrinho. A vítima, que era homossexual assumido, foi encontrada com marca de facada no peito, próximo ao coração. Vizinhos disseram à polícia terem visto Vangler sair correndo do local do crime com um objeto parecido com faca nas mãos, o que é negado por "Pulguinha".

De acordo as filhas da vítima, Antonio era visto frequentemente com feridas e hematomas pelo corpo, provavelmente causadas por agressões cometidas por "Pulguinha", que além de amizade teria um relacionamento amoroso com a vítima e por isso se desentendia com ele. Vangler nega ser homossexual e ter namorado com Antonio, mas afirma apenas que dormia de vez em quando na casa do amigo.

"As filhas observavam que o pai sempre estava com hematomas. Elas disseram que o Vangler que batia e que os dois namoravam. Mas ele (Vangler) sempre inventava desculpas", disse o delegado Pablo Giovanni, titular do 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

"Pulguinha" será interrogado por investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e o depoimento dele será incluído no inquérito sobre o homicídio de Antonio.

"Ele era tipo um pai pra mim. Eu trabalhava pra ele em troca de alimentos, e no dia (do crime) eu estava lá bebendo. Quem matou foram duas pessoas que já mataram, o 'Santinho' e o 'Ricardinho'. O Antonio não queria vender bebida pra eles (no bar dele) e fizeram isso", se defendeu "Pulguinha", que após procedimentos na DEHS será encaminhado para Cadeia Publica Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da cidade.