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Presos de alta periculosidade estão de volta

‘João Branco’, ‘Manoel Tatu’, José Maria Figueiró e outro conhecido como Rosinei se encontram recolhidos no Compaj

José Maria Figueiró, conhecido como o “Rei do Pó”, cumpre pena de 42 anos e seis meses de reclusão

José Maria Figueiró, conhecido como o “Rei do Pó”, cumpre pena de 42 anos e seis meses de reclusão (Luiz Vasconcelos - 03/03/2008)

Depois de quatro anos cumprindo pena no presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, o traficante João Pinto Carioca, 27, o “João Branco”, que por muitos anos comandou o tráfico de droga no bairro do Mauazinho, Zona Leste, voltou para Manaus e está preso na unidade de segurança máxima do Complexo penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). Ele, o mega traficante José Maria Figueiró, 55, conhecido como o “Rei do Pó”, o assaltante Manoel Freitas, o “Manoel Tatu”, e um outro identificado como Rosinei chegaram na tarde de quinta-feira e foram diretos para o Compaj.

Retorno imediato

Segundo o secretário executivo da Secretaria de Justiça e de Direitos Humanos (Sejus), coronel José Bernardo da Encarnação, a orientação é que caso haja qualquer subversão por parte desses presos eles deverão ser mandados de volta imediatamente para o presídio federal, onde o Amazonas tem vaga garantida para presos considerados de alta periculosidade.

Condenado a 50 anos de prisão por tráfico de droga e homicídio, “João Branco” foi transferido para o presídio federal quando era o “xerife” do sistema penitenciário, onde ficou por, aproximadamente, um ano. Nesse período, segundo investigação da polícia, ele comandou rebeliões em unidades prisionais, execuções de concorrentes, tráfico de droga e até chegou a planejar a morte de algumas autoridades do sistema penitenciário.

Segundo o coronel Encarnação, “João Branco” está preso no setor de inclusão e, dentro de dez dias, a contar de sexta-feira, deverá ir para uma cela normal.  O que ainda não se sabe é se o traficante vai requerer o seu posto de “xerife” do presídio, atualmente ocupado pelo preso identificado como Carlos Alberto, o “Tio Carlinhos”.

De acordo com o subsecretário, os presos retornaram com o entendimento que já não podem mais ter o mesmo comportamento de antes. “A observação será constante e, como eu já disse, se houver qualquer deslize serão mandados de volta”, assinalou o coronel.

Xerife

Na época que “João Branco” era o xerife da cadeia, chegou a ser preso em sua casa no conjunto Vila Rica, na Cidade Nova, Zona Norte, junto aos cabos PM Militar Klinton Lima Verde e Sílvio José Augusto da Silva e ainda o motorista da ambulância, Manoel de Lima Pinheiro, funcionário da Companhia Nacional de Administração Penal (Conap). Segundo os policiais, no momento da prisão eles estavam almoçando e bebendo cerveja e aguardente Cristal por conta da comemoração do aniversário do preso.

De dono de ‘boca’ a atacadista

João Pinto Carioca, o “João Branco”, é considerado pela polícia como sendo um dos traficantes de droga que nos últimos anos cresceu muito, passando de dono de boca-de-fumo para atacadista.

Segundo  investigações das polícias Civil e Federal, antes de ser preso, “João Branco” era  responsável pelo abastecimento de uma grande parte das bocas-de-fumo de Manaus e também enviava remessas de droga para outros estados.

Pasta base

“João Branco” foi preso pela primeira vez em agosto de 2005, pela Polícia Federal, com 60 quilos de pasta base de cocaína. Antes da prisão, ele recebia a droga em um porto nas proximidades da Praia Dourada, no Tarumã.