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Programa para obesos está sendo estruturado no Estado para funcionar no ‘Adriano Jorge’

A Secretaria de Estado da Saúde  informou que um programa para pessoas que sofrem com a obesidade está sendo estruturado e deve começar a funcionar no próximo mês

Estão previstas 177 cirurgias bariátricas

Estão previstas 177 cirurgias bariátricas (Reprodução )

Enfrentar situações de preconceito, frequentes problemas de saúde e uma luta árdua contra o aumento de peso. É assim que a assistente administrativa Amanda, 29 (nome fictício), resume o cotidiano dela nos últimos anos. Após tentar seguir vários tipos de dietas, entrar em programas de academias e até mesmo tomar medicamentos para tentar reduzir o peso, ela continua vendo os números da balança somente aumentar.

Amanda, que há pelo menos seis anos atingia o peso máximo de 80 quilos, na última vez que se pesou, no mês passado, descobriu que está com mais de 110 quilos. “Nesse dia eu fiquei muito assustada porque estou engordando muito rápido. Passar dos 100 quilos é muito assustador. Você se sente inferior.”

Ela relatou que começou a engordar com mais rapidez depois que teve a filha, que hoje está com seis anos. Amanda lembra  as situações de preconceito que já sofreu. “Uma vez estava em um ônibus  e um senhor falou bem alto que eu estava apertando as pessoas, me condenando por ser gorda. Outro dia estava na academia e quando olhei para o painel que dividia o espaço, tinha um monte de estudante rindo de mim. Depois desse dia não pisei mais lá.”

Ela acredita que a única saída para conseguir perder peso e ter uma vida mais saudável é passar por uma cirurgia bariátrica (redução de estômago). Durante um ano e meio, Amanda chegou a frequentar reuniões de grupos e consultas médicas no Ambulatório Araújo Lima, no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), mas depois o serviço foi suspenso. “Não tenho como pagar por uma cirurgia dessas. Muita gente não entende nosso sofrimento, é como se fosse um vício, mas por comida. Enfrentaria os efeitos da cirurgia para ter uma vida mais feliz e saudável.”

No Amazonas, de acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), pelo menos 55 pessoas fazem parte de uma lista de espera para a realização do procedimento. O Ministério da Saúde estabelece critérios para as unidades de saúde realizarem esse tipo de cirurgia. É necessário que os locais contem com uma equipe multiprofissional formada por cirurgiões, endocrinologista, nutricionista e psicólogos.

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de bariátricas realizadas no Brasil passou de 16 mil, em 2003, para 60 mil, em 2010. A estatística inclui procedimentos realizados nas redes pública e particular. A Susam não informou quantos procedimentos já foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas. Os procedimentos começaram a ser realizados no Ambulatório Araújo Lima, e suspensos na modalidade de programa.

Cirurgias por vídeo pelo SUS

A Secretaria de Estado da Saúde  informou que um programa para pessoas que sofrem com a obesidade está sendo estruturado e deve começar a funcionar no próximo mês, na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), na Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus. A etapa inicial do Programa de Assistência Integral aos Portadores de Obesidade Mórbida prevê a realização de 177 cirurgias bariátricas, sendo 109 convencionais e 68 por videolaparoscopia.

Os 55 pacientes da lista de espera do Estado serão incluídos no programa. Segundo informações da Susam, farão parte do programa endocrinologista, cardiologistas, fisioterapeutas, nutricionistas, ortopedistas, dentre outros profissionais. A ação conta com um investimento de R$ 2,6 milhões, do Ministério da Saúde. Desse total, aproximadamente R$ 740 mil serão para os custos das cirurgias e o restante para a estrutura e manutenção do programa.

Segundo informações da secretaria, atualmente os procedimentos são realizados em casos pontuais e, por isso, não há estatísticas organizadas sobre quantos procedimentos já foram realizados pelo SUS, no Estado.