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Renascidos na fé: pessoas que mudaram de vida através da religião

Um ex-batedor de carteira e um ex-usuário de drogas provam que para renascer basta ter coragem e crença, pois tudo é possível


Pastor da Igreja de Deus Pentecostal do Brasil Leão de Judá, José Francisco mudou de vida e hoje colhe os frutos dela

Pastor da Igreja de Deus Pentecostal do Brasil Leão de Judá, José Francisco mudou de vida e hoje colhe os frutos dela (Euzivaldo Queiroz)

Há 19 anos o piauiense Francisco José Pinheiro de Oliveira, 42, chegou a Manaus para viver e trabalhar. Ele era um jovem que usava drogas e batia carteiras, sendo preso várias vezes por isso. Levou a vida assim dos 15 aos 24 anos quando percebeu que precisava mudar de vida.

A motivação para mudar de vida e não desistir dos novos objetivos, segundo José Pinheiro, veio por meio dos princípios aprendidos com a família, aliado aos ensinamentos de Jesus Cristo.

Foi então que Francisco “Piauí”, como era chamado, deu lugar a Francisco Leão, Leão de Judá, o pastor que conduz 200 fiéis. Na vida nova, Pinheiro diz ter ajudado muitos a mudar de vida por meio do testemunho dele. A fé na mudança é tanta que o pastor investe na criação de espaços para a recuperação de dependentes químicos. A maioria dos membros da sua igreja denominada de Igreja Pentecostal do Brasil Leão de Judá foi resgatada por meio dos testemunhos de Pinheiro.

Nascido na cidade de Esperantina no interior de Piauí, de família pobre, Francisco começou a trabalhar na roça com o avô, aos oito anos de idade, plantando milho, arroz e feijão e também fez outras atividades. A família tinha como princípio a honestidade e o trabalho.

A vida do pequeno agricultor começou a tomar rumo diferente aos 15 anos quando a mãe o mandou estudar na capital aos 15 anos. Na escola ele conheceu pessoas da idade dele que eram usuárias de droga e que o influenciaram a usar também.

O primeiro contato foi com um cigarro feito da mistura de diazepam com maconha. Um dia faltou dinheiro para comprar a droga e um dos amigos, que tinha envolvimento com o crime, o levou para assaltar. Os dois tomaram uma bicicleta, foram descobertos e passaram a ser procurados pela polícia.

Francisco disse que voltou para sua cidade, já dependente químico e acostumado aos pequenos furtos, que, inclusive, passou a praticá-lo na família. O próximo passo foi conhecer uma quadrilha de batedores de carteiras que roubavam nas festas de outros municípios. Pinheiro passou andar com essas pessoas.

Aos 18 anos, a mãe pediu para que ele saísse de casa e sumisse dali porque o comportamento dele estava envergonhando a família. “Ela me pediu que eu ficasse no mínimo quatro anos fora”, lembrou. Ele saiu, percorreu outros Estados e por onde passava praticava crimes. Chegou a ser preso e puxou cadeia onde muitas vezes ouviu a oração de presos que tinham se convertido na cadeia. E ali nasceu o desejo de mudança.

Chegada difícil e nada promissora

Ao chegar a Manaus, antes de desembarcar, Francisco José Pinheiro de Oliveira fez uma oração: “Deus! se tu existes me tira dessa vida”. Segundo ele, era noite de Natal e quando passava pela avenida 7 de Setembro, viu famílias reunidas comemorando o nascimento de Cristo. Imediatamente sentiu saudades da própria família, chorou e então foi para debaixo da ponte de ferro Benjamim Constant. Ainda impactado pela cena, fez uma oração e pediu uma esposa.

Depois saiu do Centro e foi morar na Compensa, onde conheceu a esposa que pediu a Deus, uma moça de família. Depois de alguns dias de namoro, eles passaram a morar juntos, sem que ela soubesse das atividades criminosas dele. Ela só descobriu quando o marido chegou em casa espancado e com a cabeça raspada, depois de ter sido preso por policiais da 2ª Sessão da Polícia Militar.

Mas isso tudo mudou e em dias como hoje ele festeja a mudança. “Antes (da conversão) eu amanhecia o dia pensando em assaltar pessoas e hoje eu acordo pensando em resgatar vidas, cuidar de famílias. É isso que é o que eu faço melhor”, resume.

Conversão no DIP

Uma noite, preso no 6º Distrito Integrado de Polícia (Dip), Francisco José Pinheiro viu chegar um rapaz pregando o evangelho. “Ele disse que era ex-traficante e agora era um missionário. No outro dia eu saí e comecei a visitar as igrejas”, contou. Três dias depois, numa quarta-feira santa foi convidado por um outro ex-viciado e ali entregou a vida e recebeu Jesus como salvador. “Cheguei em casa e contei pra minha esposa que eu tinha aceitado a Jesus e era nova pessoa. Ela riu de mim porque pela manhã eu tinha saído para roubar”, contou. Ela passou a acreditar porque comecei a mudar de vida, orar, ler a bíblia e ir aos cultos e trabalhar. “Eu não tinha documentos, só tinha estudado até a 4ª série do ensino fundamental. Já fiz um curso técnico teológico, concluí o ensino médio e agora estou estudando para fazer o vestibular pra psicologia ou teologia.