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Suposto surto de cólera por causa da cheia em Manaus é desmentido por diretor da FDS

Segundo Bernardino, o boato não tem fundamento segundo os resultados das análises feitas nas águas dos rios que pertencem ao Amazonas

Cota do rio Negro no último final de semana subiu 6 centímetros

A Fundação de Vigilância em Saúde no Amazonas (FDS) está fazendo o monitoramento das águas provenientes da cheia (Euzivaldo Queiroz)

Após publicações em redes sociais e aplicativos de mensagem de texto de que Manaus estaria sofrendo um surto de cólera com a cheia dos rios, o diretor presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FDS), Bernardino Albuquerque, desmentiu na tarde desta sexta-feira (4) o que ele classificou como "boatos". Análises nas calhas dos rios da Amazônia vêm sendo realizadas desde a confirmação da presença do vibrião colérico (agente causador da doença), nas águas do rio Madeira, em Porto Velho.

O post espalhado principalmente no Facebook e em grupos do WhatsApp informa que técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos participaram de uma reunião de portas fechadas com representantes da área de saúde do Estado, onde supostamente foi informado sobre a existência do vibrião nas águas da capital amazonense.

A informação de que a situação poderia causar um surto de cólera e que o estado de alerta não poderia ser divulgado à população para não causar pânico durante a Copa do Mundo também teria sido difundida durante o encontro.

De acordo com Albuquerque, o boato não tem fundamento segundo os resultados das análises feitas nas águas dos rios que pertencem ao Amazonas. Um sinal de alerta foi, sim, emitido após confirmarem a presença do vibrião na calha do rio Madeira e o isolamento da área atingida foi realizado. As coletas feitas na última semana, porém, confirmaram que o mesmo não tem força para ocasionar a doença.

'Boato sem consistência'

“Esse boato não tem veracidade ou consistência, segundo os dados colhidos por meio das análises que estamos realizando. É evidente que, em qualquer problema ou indicio de cólera, nós vamos avisar imediatamente a população, para que tomem todas as medidas necessárias de prevenção”, declarou o titular do órgão.

O diretor orientou que as pessoas tenham cuidado com publicações na rede sem fundamento e aguardem o posicionamento dos órgãos oficiais. Bernardino salientou ainda que a cheia dos rios pode trazer nas águas o risco de outras doenças como: Leptospirose, hepatite, doenças diarréicas agudas, malária e etc.

“Orientamos que as pessoas continuem tomados os cuidados rotineiros durante a cheia. Não manter contato com as águas e ainda fazer o uso do hipoclorito na água de consumo. Qualquer sintoma de problemas com a saúde, a rede pública está capacitada para receber os pacientes. O Estado continua fazendo o monitoramento dos rios e estamos munidos de equipamentos que viabilizam a confirmação de qualquer diagnóstico das doença proveniente da cheia”, finalizou.