Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Tenente-coronel da PM se envolve em acidente de trânsito e foge

Uma das vítimas teria sido agredida pelo militar, que estaria supostamente alcoolizado. Os condutores reclamam, ainda, sobre omissão da guarnição da PM chamada para atender a ocorrência e da Polícia Civil, que não queria registrar o B.O. sobre o caso

De acordo com testemunhas, o militar estava embriagado quando bateu em quatro carros estacionados

De acordo com testemunhas, o militar estava embriagado quando bateu em quatro carros estacionados (Divulgação)

O chefe do gabinete do subcomandante da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o tenente-coronel Hellyton Levy Carvalho de Sá, se envolveu em um acidente com outros quatro veículos na noite deste domingo (26) e está sendo acusado pelas vítimas de dirigir sob o efeito de bebidas alcoólicas, além de agressão física e injúria. As vítimas declararam, ainda, que houve omissão por parte dos policiais militares da 10ª Companhia Interativa (Cicom), que não quiseram intervir na ocorrência, e dos policiais civis que se negaram, a princípio, a registrar o Boletim de Ocorrência (B.O.) no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

De acordo com a estudante Camila Barroncas, 24, os condutores dos veículos envolvidos no acidentes estavam com seus carros estacionados na rua Fernão Dias Paes Leme, no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, e participavam de um aniversário quando escutaram o barulho da colisão.

Testemunhas informaram que o tenente-coronel da PM subia a ladeira no seu carro, uma picape modelo Chevrolet S-10, de cor preta e placas OAL-9567, quando perdeu o controle do veículo e bateu em um Chevrolet Celta vermelho e arrastou os outros três carros que também estavam estacionados na via pública.

“Assim que ouvimos o barulho, nós corremos para rua e percebemos que ele estava tentando fugir do local. Meus primos correram, pegaram um carro e o seguiram. A gente acionou os policiais da Cicom, que os acompanharam até a casa do militar, no Conjunto Versalles 2”, disse Camila.

A estudante informou, ainda, que ao chegarem à casa de Hellyton, eles foram agredidos verbalmente pelo militar, que estava visivelmente alcoolizado. O condutor Edson Oliveira teria sido ofendido com palavras de baixo calão e agredido pelo militar com uma tapa no rosto.  

“Mesmo com a confusão generalizada e o estado de embriaguez do tenente, os policiais militares não fizeram nada. Eles declararam que apenas um superior poderia decretar a prisão ou se o mesmo fizesse o teste do bafômetro”, declarou.

Ao perceberem que o oficial da PM não iria até o 10º DIP, as vítimas saíram do conjunto. Camila conta que, ao chegarem à delegacia e contarem o ocorrido, os policiais civis de plantão se recusaram a registrar o B.O., sem justificar o motivo. Somente após muita discussão e com a presença dos advogados das vítimas é que o documento foi registrado.

O caso foi registrado na Corregedoria da Polícia na Secretária de Segurança Pública (SSP) e as vítimas pretendem ir até o Comando Geral da PolíciaMilitar (PM) em busca de respostas sobre a ação do militar e a omissão da corporação.

Nota

A equipe de reportagem questionou com a assessoria de imprensa da Polícia Civil sobre a afirmação das vítimas sobre a recusa inicial em registrar a ocorrência pelos policiais civis do 10º DIP, que informou não estar ciente sobre o fato e que maiores informações poderiam ser obtidas com a Polícia Militar.

Já a assessoria de comunicação da Polícia Militar esclareceu, por meio de nota, que o Comando da Corporação vai apurar o fato junto com a sua corregedoria. 

“As providências já estão sendo tomadas e os proprietários dos veículos que sofreram danos materiais serão acionados para serem ouvidos, a fim de que todas as circustâncias do acidente sejam elucidadas”, diz o comunicado.

A nota informa, ainda, que além do inquérito comum instaurado pela Polícia Civil para apurar o ilícito penal, foi aberto também um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) junto à corregedoria da PM para apurar a conduta do Policial Militar envolvido na ocorrência. 

“Após apuração dos fatos, (a Corporação) tomará medidas disciplinares conforme o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Amazonas”, continua.