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Terminal Pesqueiro da Colônia Oliveira Machado segue abandondo

Terminal, que custou R$ 19 milhões, foi entregue em 2010 e segue ‘abandonado’, enquanto 25% do pescado estraga em balsa

Enquanto o Terminal Pesqueiro, concluído em 2010, não entra em funcionamento, pescadores trabalham em balsa improvisada e perdem um quarto da produção

Enquanto o Terminal Pesqueiro, concluído em 2010, não entra em funcionamento, pescadores trabalham em balsa improvisada e perdem um quarto da produção (Lucas Silva)

Os pescadores que, diariamente, desembarcam 100 toneladas de peixe na balsa do Terminal Pesqueiro, localizado bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, continuam vivendo o drama de não terem onde armazenar o pescado. Segundo dados da Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas (Fepesca), pelo menos 25% da quantidade total produzida de peixes produzida é desperdiçada, todos os dias, por conta da falta de estrutura do Terminal Pesqueiro, que custou R$ 19 milhões, levou quatro anos para ser construído, mas nunca funcionou, apesar de ter sido concluído há quatro anos.

Segundo o presidente da Fepesca, Walzenir Falcão, os pescadores vão passar, pelo menos, mais um ano sem ter onde armazenar o peixe, pois a promessa do ministro da Pesca, Marcelo Crivela, de  que, em maio de 2014 o terminal estaria funcionando de forma decente, não foi cumprida. “Estamos em ano eleitoral e provavelmente nada vai ser feito”, disse Falcão.

O terminal começou a ser construído em 2006, na gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa, mas só foi concluído em 2010, pelo prefeito Amazonino Mendes. A obra consumiu cerca de R$ 19 milhões.

Em agosto de 2012, a Prefeitura de Manaus anunciou o fim do impasse administrativo que impedia a solução para o desperdício diário de peixe. Apesar de a obra do terminal e de um armazém no porto pesqueiro da Panair estarem concluídas desde o final de 2010, a estrutura estava embargada por falta de definição sobre a posse do terreno. Atualmente a administração do terminal é responsabilidade do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Prejudicados

Para o pescador Hubison de Souza, 49, a falta de interesse do poder público em resolver o problema é um desrespeito, pois os trabalhadores são desprezados. “Sem a venda do peixe na Panair, muitos restaurantes não seriam abastecidos, mas ninguém vê isso”, disse o pescador.

Segundo Hubison, é uma vergonha desperdiçar tanto pescado todos os dias por falta de um local para guardar, ainda mais tendo o Terminal Pesqueiro bem ao lado. Além da falta de local para armazenamento, o pescador diz que a balsa onde os barcos atracam para vender não comporta a quantidade de pescadores.

 De acordo com presidente da Fepesca, o terminal pesqueiro atual apresenta problemas para aviação e saúde, pois os urubus tomam conta do espaço, por falta de limpeza e manutenção adequada do local. “Nós já tentamos conversar com o superintendente do Ministério, mas não temos retorno”, acrescentou Walzenir Falcão.