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Trabalhadores da construção civil param avenida Max Teixeira por melhores condições de trabalho

Obra da construtora Patrimônio Manaú tem histórico de problemas para a categoria e manifestação vem na esteira de várias tentativas frustradas de diálogo

A última manifestação paralisou as atividades no local, que foi visitado pelo Superintendente Regional do Trabalho, Dermilson Chagas

A última manifestação paralisou as atividades no local, que foi visitado pelo Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, Dermilson Chagas (Divulgação/Sintracomec-AM)

Motoristas da Zona Norte de Manaus encontraram a avenida Max Teixeira, uma das principais artérias viárias do local, bloqueada na manhã desta segunda-feira (14). A manifestação, organizada pelos trabalhadores da construtora Patrimônio Manaú, almeja a melhoria das condições de trabalho, consideradas insustentáveis, no canteiro de obras do empreendimento da empresa localizado na referida avenida.

De acordo com José Lima, 47, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sincontrec-AM), “dos 370 trabalhadores nesse canteiro, 230 são terceirizados. A empresa terceirizada que fornece mão de obra pro empreendimento é a JF Cunha. Desses 230, 70% não tem a carteira assinada. A primeira reivindicação é garantir os direitos dessas pessoas”.

O estopim do bloqueio desta segunda, de acordo com ele, foi a destruição dos vestiários dos operários, realizada na última sexta-feira (11). “Derrubaram os antigos vestiários com os armários, cheios de pertences dos trabalhadores, ainda dentro. Foi um absurdo. Além disso, para chegar ao local de trabalho, os trabalhadores têm de tirar sapatos e sandálias e erguer as calças até a altura dos joelhos, para poderem passar pelo lamaçal. Eles têm direito a condições dignas de trabalho”, comentou o vice-presidente.

Em nota, a Patrimônio Manaú informou que "os pleitos formulados pelos Trabalhadores terceirizados na Obra Smile Cidade Nova – Patriurbis 02, foram atendidos em conjunto com o SINTRACOMEC". Eles também informaram as atividades no empreendimento foram retomadas por volta das 13h. 

HISTÓRICO

De acordo com José Lima, a situação que ocorre no local não é nova e os que lá trabalham têm um histórico de luta por direitos. Em dezembro de 2013, o pagamento atrasou e teve de ser reivindicado em janeiro de 2014.

No mesmo mês, os trabalhadores tiveram de pedir por melhorias no refeitório e conseguiram a instalação de mais oito ventiladores e dois bebedouros no local. A conquista, porém, não durou muito: em fevereiro, a empresa tirou quatro desses ventiladores novos, bem como os dois bebedouros.

Em março, eles pararam as atividades na obra e conseguiram com que o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego, Dermilson Chagas, fosse ao local. Ele constatou diversas irregularidades, tais como atrasos de salário constantes e falta de banheiros adequados, e estipulou prazo para a construtora Patrimônio Manaú resolver os impasses, prazo esse que a empresa descumpriu. 

“Já falamos com os engenheiros do canteiro de obras e até o Superintendente do Trabalho esteve aqui e nada foi feito. Os engenheiros dizem que, pela obra estar no final, não há mais dinheiro pra investir nessas coisas”, completou o sindicalista.