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Wilson Alecrim diz que estado tem carência de especialistas

À frente da Secretaria de Saúde do Amazonas pela segunda vez, Wilson Alecrim fala sobre os investimentos feitos na capital e no interior, os avanços na Telemedicina e a presença do ‘Mais Médicos’ para mostrar que o Estado não está omisso

Secretário Wilson Alecrim aponta melhorias na infraestrutura e no atendimento à população como conquistas da sua terceira gestão pública como gestor da saúde

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, as ações ocorrerão em Borba, Eirunepé, Itacoatiara e Maués (Bruno Kelly)

Pela terceira vez exercendo o cargo de secretário de Saúde do Estado, o médico Wilson Duarte Alecrim, 66 anos, conta com a experiência das gestões em 1983, 2004 e 2010, sendo que em 1998 foi secretário municipal da pasta, para fazer obras importantes de infraestrutura que chegam a municípios nunca antes alcançados pelo Estado.

A parceria com o Governo Federal, por exemplo, no Programa Mais Médicos, já levou 283 profissionais a praticamente todos os municípios do interior, além da implantação de ambulanchas, ambulâncias e a construção de hospitais destinados a atendimento de média complexidades. Ele destaca ainda a aplicação da vacina contra o HPV, o Papiloma vírus, causador de 90% dos casos de câncer de colo uterino a meninas da capital e interior.

esta entrevista, Alecrim reconhece as fragilidades do setor, mas diz que o Estado não está omisso como no caso da necessidade de ampliar o serviço de cirurgias. Leia a entrevista:

A que o senhor atribui o fato de a população não citar a saúde como um problema principal do Estado, como foi na pesquisa CNI/Ibope?

A um esforço do governo em investimentos na área da saúde. Outra questão é que não temos mudança de gestor, o que ajuda no fato de se manter e de se ter melhor compreensão das políticas no setor.

Quais os investimentos mais importantes na capital?

Começo falando da infraestrutura, visto que em 2013 iniciamos a construção do Hospital da Zona Norte, que terá 300 leitos, com pronto socorro para adultos e crianças, contando com equipamentos de alta tecnologia. O pronto socorro ficará pronto em março de 2014 e o hospital em março de 2015. Esse hospital é importante por estar situado na região de crescimento da cidade, que é a Zona Norte, aliviando a demanda do Hospital e Pronto Socorro João Lúcio Machado.

Há obras também no Hospital Francisca Mendes?

Temos também obras de reforma e ampliação. Ali teremos a construção de um prédio de cinco andares, na parte interna do hospital, que entre obras e equipamentos vai ganhar investimentos de R$ 40 milhões. Estamos preparando essa unidade para ser a Fundação do Coração Francisca Mendes, com previsão de concluir em fevereiro de 2014. Desde que fizemos esse direcionamento, já realizamos mais de duas mil cirurgias cardíacas em adultos. Estamos preparando para a partir de fevereiro de 2014 termos cirurgia cardíaca em criança e, no segundo semestre, transplante de coração.

Há ainda outras obras?

Outro ponto importante é que temos 70% de obras concluídas na construção do Centro de Tratamento de Dependentes Químicos, no quilômetro 52 da Manaus Itacoatiara. Com capacidade de internação de 120 pessoas, adultos e jovens de ambos os sexos, por 90 dias, o centro vai trabalhar numa articulação com os Caps (Centro de Atendimento Psicossocial), que darão continuidade ao atendimento após a alta, para tentar reduzir a reincidência. O uso de drogas é epidemia, só quem tem uma pessoa nessa condição sabe disso. Nossa ideia é que com esse modelo de atendimento continuado, tenhamos mais de 70% de êxito e nossa expectativa é em 12 meses atender 600 pessoas. Em fevereiro de 2014, estaremos inaugurando uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro de de Campos Sales, no segundo semestre outra na Cidade Nova e na parte de infraestrutura, no bairro de Santa Etelvina, próximo ao Caps Silvério Tundis, vamos inaugurar, na primeira semana de fevereiro, um conjunto de oito módulos que vão abrigar até 40 pessoas, chamado de Serviço Residencial Terapêutico (SRT), que vão abrigar 32 pessoas internas do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro. Dos 154 que tínhamos lá, esses perderam o vínculo com família e terão cuidadores e tratadores nos SRTs.

E quais as obras no interior?

No interior, sete hospitais serão entregues em 2014, nos municípios de Silves, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Eirunepé. Humaitá, Pauini e Japurá, com atendimento de média complexidade, e teremos 34 ambulâncias novas e 33 ambulanchas. Vamos implantar 61 aparelhos de mamografias, sendo que 12 já estão instalados e 50 estão em processo pela necessidade de capacitação de servidores. Isso vai reduzir a demanda para a Fcecon, que tem 30 a 40% de sua demanda de pacientes de outros estados da região.

E os programas de Telemedicina e Saúde Itinerante?

Por meio do programa de Telemedicina, instalamos eletrocardiogramas em todos os municípios e vamos instalar também equipamentos para os exames de Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa) e Holtter, que permite o monitoramento da atividade elétrica do coração, pelo período de 24 horas, e pode constatar arritmias cardíacas, entre outras doenças. O Programa Saúde Itinerante realizou cirurgias e consultas em 59 municípios. Só de consultas oftalmológicas foram 31.502, com a entrega de 17.400 óculos. Foram realizadas 3.389 cirurgias de cataratas, 1.533 cirurgias gerais. O Telessaúde, que recebe via internet, os exames realizados nas localidades afastadas da capital e são analisados por equipes multidisciplinares, alcançou a marca de 200 mil exames e laudos médicos emitidos a pacientes do interior.

Quantas meninas foram vacinadas contra o vírus HPV?

 O Amazonas foi o primeiro estado a oferecer a vacinação que protege contra o vírus causador de 90% dos cânceres de colo uterino, em todos os municípios. Já foram aplicadas duas doses da vacina em 130 mil meninas de 11, 12 e 13 anos, e a terceira será aplicada em fevereiro próximo ano. Isso é importante porque o hospital do câncer só trata, não previne, mas com essa vacina vamos proteger as mulheres no futuro, pois hoje o Amazonas é líder na incidência desse tipo de câncer.

Mas há ainda muitas reclamações contra adiamento de cirurgias e demora para marcá-las na Fundação Adriano Jorge...É que para o Adriano Jorge são encaminhados os casos de cirurgias, só que em volume muito maior do que a capacidade, dado o elevado índice de violência no trânsito, por exemplo. E nós ainda temos uma carência de especialistas em algumas áreas, o que só não é mais grave no serviço público por contarmos com as cooperativas médicas.Quais as especialidades mais em falta?

Não temos anestesistas, pediatras, neurocirurgiões, ortopedistas e urologistas no mercado.

E o Programa Mais Médicos?

Temos atualmente 283 médicos no Amazonas vindos por meio desse programa e há compromisso de chegar a 600 em abril, numa parceria com o Governo Federal, dada pela presidente Dilma Rousseff ao governador Omar Aziz. Hoje, onde antes tinha médico esporadicamente, ele está continuamente, o que resulta em uma aprovação de 85% da população onde eles estão atuando.

Como o senhor, que é presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde viu a reação da categoria médica contra o programa?

Em determinado momento, considero uma injustiça das mais graves, um médico ser impedido de ir para uma comunidade rural ou ribeirinha por quem não quer ir para lá. Hoje, eles estão cuidando da vacina, do pré-natal, da criança quando nasce e com isso o programa já consegue uma releitura em função da necessidade da população.

Perfil

Idade: 66 anos
Nome: Wilson Duarte Alecrim
Estudos: Médico
Experiência: Amazonense, nascido em Novo Ariouanã, foi professor titular da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ex-presidente da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Dourado, ex-secretário municipal de Saúde em 1988 e três vezes secretário estadual da pasta.