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Energia limpa na Cidade da UEA

Projeto desenvolvido na instituição prevê o uso de várias matrizes

Fluxograma mostra como será o abastecimento de energia da Cidade Universitária, no município de Iranduba. Ela terá luz fornecida a partir de várias matrizes, como gás natural, plasma gaseificado, biodigestor e ainda painéis solares

Fluxograma mostra como será o abastecimento de energia da Cidade Universitária, no município de Iranduba. Ela terá luz fornecida a partir de várias matrizes, como gás natural, plasma gaseificado, biodigestor e ainda painéis solares (Divulgação)

O projeto da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que será construída no município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus), vai trazer, além das inovações anunciadas pelo governador Omar Aziz (PSD), de ser um polo educacional, econômico e cultural; soluções inéditas na área energética. Um projeto contemplando diversas matrizes energéticas como a solar, biogás, biodiesel, além da convencional, está sendo elaborado pelos professores da Escola Superior de Tecnologia (EST) Raimundo Cláudio Souza Gomes, 48, doutorando em Engenharia Elétrica, e Ricardo Serudo, 35, doutor em Química.

Projetada para ser instalada numa área de 13 milhões de metros quadrados, a Cidade Universitária tem que receber projetos de vanguarda, na opinião dos professores, que para a geração de energia querem contemplar cinco matrizes energéticas como a solar, biogás, biodiesel, lixo e gás em duas redes de distribuição, a contínua e a alternada, que é a convencional. Para eles, essas soluções, futuramente, poderão ser replicadas e resolver os problemas do parque energético do Amazonas, que são crônicos.

SISTEMAS

No projeto, os professores integram os sistemas de distribuição convencional de energia. A energia solar será captada da cobertura dos prédios das  unidades por painéis e disponibilizados na rede. Haverá também coleta dos efluentes sanitários que, através do processo de biodigestão, vão gerar biogás e a partir dele  energia limpa.

O fato do Amazonas ter a segunda reserva de gás natural do País, segundo Ricardo Serudo, não permite que se pense numa geração de energia para a UEA sem utilizar no gás natural, que é uma fonte mais limpa e ambientalmente mais sustentável que o diesel. E inspirados em estudos que estão ocorrendo na Europa e já vêm sendo experimentados em algumas cidades de São Paulo no uso do lixo como fonte para geração de energia, eles propõem o uso de uma nova tecnologia denominada de gaseificação de plasma, na qual o lixo é queimado a uma temperatura tão elevada que decompõe os componentes primários. Embora de custo elevado, essa alternativa pode ser viabilizada em parceria público privada para ser viável, dizem eles, lembrando que outros resíduos como lixo hospitalar e pneus podem ser tratados pela gaseificação, o que do ponto de vista ambiental é recomendável.

Projeto tem soluções ousadas

O projeto da matriz energética para a Cidade Universitária terá várias soluções integradas que por si só será uma atração turística, explica Ricardo Serudo. “Estamos sonhando alto como o governador ao propor a construção da cidade”, assegurou Raimundo Cláudio, observando que o sistema elétrico não pode ser inferior às inovações projetadas para o complexo. Assegurando que são soluções tecnicamente possíveis de serem feitas, inclusive economicamente viáveis, os dois esperam ver o projeto aprovado e implantado, pois traz soluções propostas por quem conhece os problemas e o potencial do Estado.