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Semsa realiza ações para promover igualdade racial

A UBS Megumo Kado contará com a presença da professora Arlete Anchieta, membro do Fórum Permanente de Afro-descendentes do Amazonas (Fopaam), entidade que reúne lideranças dos diversos movimentos de negritude no estado e que tem, dentre outros objetivos, combater o racismo, o preconceito e a discriminação racial e étnica

Para marcar o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o dia 21 de março, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio do Núcleo de Saúde do Homem e Grupos Especiais, realiza nesta quinta-feira (21), ações educativas para promover a igualdade racial e evitar o racismo institucional nas unidades municipais de saúde.

As atividades, que acontecem simultaneamente em diversas unidades de saúde das zonas Norte (UBS Áugias Gadelha, na rua A-15, Cidade Nova I), Sul (UBS Megumo Kado, rua Inocêncio de Araújo, 51-Educandos), Leste (UBS Leonor Brilhante, rua Autaz Mirim, s/nº- Tancredo Neves) e Oeste, serão desenvolvidas por enfermeiras, assistentes sociais e psicólogos que realizarão palestras abordando a luta contra a discriminação racial.

A UBS Megumo Kado contará com a presença da professora Arlete Anchieta, membro do Fórum Permanente de Afro-descendentes do Amazonas (Fopaam), entidade que reúne lideranças dos diversos movimentos de negritude no estado e que tem, dentre outros objetivos, combater o racismo, o preconceito e a discriminação racial e étnica.


Histórico

A enfermeira Josilda Souza, chefe do Núcleo de Saúde do Homem e Grupos Especiais, explica que o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi instituído em memória ao Massacre de Shaperville, ocorrido em 1960, em Johanesburgo, na África do Sul, e que resultou na morte de 89 pessoas, além de ter deixado 186 pessoas gravemente feridas. Naquele dia, aproximadamente 20 mil homens e mulheres negros protestavam contra a “lei do passe”, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular.

O regime do Aparthaid foi o responsável pelo massacre que repercutiu no mundo inteiro e praticamente obrigou a aprovação de convenção (da qual o Brasil é signatário) na qual se afirma que a "discriminação racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida."