Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Tecnologia da floresta a serviço do mundo

Doutores, mestres e estudantes do Instituto de Computação da Universidade Federal do Amazonas mostram por que a unidade detém os melhores índices da instituição nas avaliações feitas pelo MEC

De acordo com o professor João Marcos Cavalcanti, uma das prioridades dos alunos do Icomp da Ufam é a criação de empresas, chamadas de ‘incubadoras’

De acordo com o professor João Marcos Cavalcanti, uma das prioridades dos alunos do Icomp da Ufam é a criação de empresas, chamadas de ‘incubadoras’ (Bruno Kelly)

Quando alguém, em qualquer parte do mundo, faz uma compra nos sites de empresas como a Americanas, Submarino e Shoptime, utiliza uma tecnologia criada nos laboratórios instalados na floresta do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no Coroado, Zona Leste.

Unidade acadêmica que mantém atividades de ensino, pesquisa e extensão, o Instituto de Computação (Icomp) da Ufam oferece os cursos de graduação de Ciências da Computação e de Sistema de Informação, vespertino e noturno, assim como cursos de mestrado e doutorado em informática.

“Sabemos que estamos numa área estratégica e por conta disso temos estimulado nossos alunos a seguir na formação porque não faltam vagas, tanto na iniciativa privada, quanto nas empresas públicas como Prefeitura, Governo do Estado e órgãos federais”, declarou o professor João Marcos Cavalcanti, 44, doutor em Inteligência Artificial pela Universidade de Edimburgo, na Escócia.

O Programa de Pós-Graduação em Informática (PPGI) ostenta a nota 5, obtida na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Vale dizer que o Icomp é o único instituto da Ufam a obter esta avaliação e o primeiro das regiões Norte e Centro-Oeste.

Prioridades

Uma das prioridades dos alunos é a criação de  empresas, chamadas de “incubadoras” na Ufam.  E um dos exemplos de sucesso é a Neemu, fruto da tese de doutorado intitulada “Extração de informação não supervisionada através de segmentação de texto”, do professor Eli Cortez, premiada em 2012 como a melhor tese da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), explica João Marcos Cavalcanti.

Integrante do grupo criador do Neemu, ele afastou-se da empresa para dar aulas e ajudar a outros estudantes dos cursos oferecidos pelo Icomp a se tornarem pesquisadores e empreendedores.

Inspirados pelo nome, cujo significado em tupi-guarany é vendedor, o time formado por doutores, mestres e profissionais que atua no Icomp diz que o campo de trabalho para quem quer ir longe é imenso. Como exemplo, dão o de dois ex-alunos de doutorado, que foram contratados pela empresa Microsoft, um dos quais para trabalhar no desenvolvimento do programa Office.

Ao falar do sucesso da Neemu e de outras empresas criadas por alunos e ex-alunos do instituto, João Marcos diz que a ideia é mostrar que, aqui em Manaus, pessoas com talento e criatividade podem desenvolver tecnologias inovadoras para o mundo. “Muitos dos nossos ex-alunos atuam em empresas e órgãos governamentais”, afirma o professor.

Horas na frente da tela compensam

Nos laboratórios do PPGI, os estudantes contam com a infraestrutura necessária para  desenvolver tecnologias. Caso da doutoranda Joyce Miranda, 27, cuja pesquisa é em processamento de análise.  Graduada pelo Instituto Federal de Educação e Tecnologia (Ifam), ela concluiu mestrado na área de recuperação de informação, especificamente com técnicas envolvendo a recuperação de imagens. “O resultado desse tipo de atividade, quando se consegue o que busca, é sempre muito gratificante”, assegura.

Na mesma perspectiva, a estudante de graduação de Engenharia da Computação, Suzana Rita Alves Beleza, 21, diz vencer a rotina de ficar horas diante de um computador no pela oportunidade de buscar criar novas tecnologias. “Esse é o desafio posto aos estudantes”, disse ela, prometendo esforço e dedicação na tarefa de buscar a inovação.