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Mais de 52 mil estrangeiros devem assistir aos jogos da Copa na Arena da Amazônia

Os quatro jogos da Copa do Mundo, em Manaus, devem reunir na Arena da Amazônia ingleses, italianos, portugueses, croatas, suíços, hondurenhos, camaroneses e norte-americanos

Na casa do engenheiro Manoel Paiva, que vai assistir aos quatro jogos da Copa do Mundo na Arena da Amazônia com os filhos e a muher, eles já garantiram ingressos e agora preparam a torcida

Na casa do engenheiro Manoel Paiva, que vai assistir aos quatro jogos da Copa do Mundo na Arena da Amazônia com os filhos e a muher, eles já garantiram ingressos e agora preparam a torcida (Márcio Silva)

Doze dias, quatro partidas, oito seleções, 360 minutos de bola rolando e quase 170 mil pessoas que vão atravessar a cidade, o País ou continentes inteiros com um único objetivo: torcer. Mesmo que não seja para a sua seleção, ainda que sem um ídolo em campo.

Os quatro jogos da Copa do Mundo, em Manaus, devem reunir na Arena da Amazônia ingleses, italianos, portugueses, croatas, suíços, hondurenhos, camaroneses, norte-americanos e ainda brasileiros do Amazonas, Pará, São Paulo, Pernambuco, Paraná e de tantos outros Estados. Em alguns casos, para incentivar um grupo de 23 homens que vão defender as cores de suas bandeiras. Em outros, movidos pela paixão pelo futebol e pelo desejo de fazer parte de um momento que o País inteiro espera há 64 anos para reviver.

A 27 dias da “estreia” da Arena da Amazônia na Copa do Mundo, todos os ingressos para o jogo de abertura, entre a tetracampeã Itália e a Inglaterra, dia 14 de junho, estão esgotados. E para as três partidas seguintes - Camarões x Croácia, Estados Unidos x Portugal e Honduras x Suíça - restam poucas vagas.

Aproximadamente 30% desses ingressos foram comprados por estrangeiros, que somam mais de 52 mil torcedores nas quatro partidas. Como o inglês Freddy Kirkup, 60, que virá a Manaus pela primeira vez com a mulher, Carmelita Benozatti.

Ele comprou os ingressos para assistir ao jogo inaugural da Copa na Arena e arrisca até um placar: 2 a 1 para os ingleses, claro. Freddy já reservou espaço na mala para a camisa e a bandeira da Inglaterra, mas não esconde a simpatia pelo Brasil.

“Nunca estive em Manaus e decidi ir porque a Inglaterra vai jogar aí e soube que os manauaras são muito hospitaleiros. Espero visitar o Teatro Amazonas, fazer um tour pela selva e conhecer os prédios feitos pelos ingleses. Na Copa, temos poucas chances, pessimismo típico dos ingleses. Mas acho que o Brasil ganhará”.

Outros, como o americano Javi Juarez, 35, e a mulher dele, Sara Juarez, 35, vão atravessar o continente para torcer por um título que, no caso dos Estados Unidos, ainda é inédito. Mas nem o restrospecto nem a distância tiram a empolgação dele, que tem o coração dividido entre os EUA e o México, país natal dos pais dele.

“Vou torcer pelo México, mas se os EUA ganharem não vai ser ruim. Apesar de apostar na vitória do Brasil, porque ele vai jogar com 12 em campo. Além disso, pretendo levar sorte, pois na única vez em que estive em Manaus, em 2002, o Brasil foi pentacampeão”, brincou.

Em família

Mas mesmo quem não vai poder torcer pelo próprio País dentro do estádio não quer perder a oportunidade de assistir a uma partida de Copa do Mundo na “novíssima” Arena da Amazônia. A seleção brasileira não vai jogar em Manaus, mas isso não desanimou o engenheiro civil Manoel Paiva, que comprou ingressos para as quatro partidas que serão disputadas na Arena. Aos 56 anos, ele acompanhou, pelo rádio e pela televisão, quatro das cinco conquistas brasileiras e não queria perder a oportunidade de ver uma Copa “em casa”.

E o investimento de R$ 2,8 mil reais na compra dos ingressos, ele garante, valeu a pena. “A Copa do Mundo é o sonho não só dos jogadores, mas também do torcedor. É incomparável, uma oportunidade que não podemos perder. E ver um jogo da Copa na nossa terra, onde a gente nasceu, não podia deixar passar”, declarou Manoel, que garantiu um par de ingressos para cada partida e, para evitar brigas em casa, vai fazer um “rodízio” entre a mulher, os filhos e o genro. A cada jogo, um deles vai acompanhá-lo. “Aqui em casa já está todo mundo ansioso. Até o genro se deu bem. Agora falta comprar as camisas das seleções para as quais vamos torcer. Isso vou deixar por conta dele”, brincou.

A Arena da Amazônia é nossa

Apesar do número de estrangeiros que compraram ingressos para os quatro jogos da Copa em Manaus passar de 52 mil, a maioria dos espectadores será mesmo de “amazonenses”, sejam de nascença ou radicados no Estado. Eles compraram aproximadamente 60% dos ingressos colocados à venda pela Fifa, para as quatro partidas na Arena da Amazônia. Já os turistas de outros Estados somam cerca de 10% dos torcedores.

A partida entre Estados Unidos e Portugal, que acontece no dia 22 de junho, é a que terá a maior presença de estrangeiros, com 47% dos ingressos vendidos para turistas de outros países. Já a maior concentração de “amazonenses” será no jogo entre Camarões e Croácia, quando 70% da torcida será composta por pessoas que moram no Amazonas.

Na partida de abertura, entre Itália e Inglaterra, considerada por muitos a mais esperada dentre as realizadas em Manaus, mais da metade do estádio (57%) será de pessoas residentes no Amazonas, enquanto os estrangeiros devem ocupar 32% das cadeiras e, os turistas de outros Estados brasileiros, 11%.