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Para fabricantes de veículos, aumento no IPI superou as expectativas

Desde maio do ano passado até 30 de novembro deste ano a indústria automobilística deixou de recolher pouco mais de R$ 4,9 bilhões com a redução de IPI

No feirão haverá 25 lojas revendedoras de veículos de diversos fabricantes, totalizando 450 automóveis em venda e com expectativa de atrair um público de 8 mil pessoas

O governo anunciou mudanças nas alíquotas de IPI de automóveis, que passam a vigorar a partir de 1º de janeiro até 30 de junho do próximo ano (Divulgação )

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) avalia que as novas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciadas na terça-feira (24), estão “acima das expectativas” e terá impacto negativo no volume de vendas. 

“Acreditamos que os aumentos estão acima de nossas expectativas iniciais. Não podemos fazer prognósticos dos impactos no mercado, mas é importante lembrar que o 1 ponto percentual adicional de IPI, no caso dos populares, representa o acumulado de dois meses de inflação, e certamente com impacto no volume de vendas” disse Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, em nota divulgada à imprensa. 

O governo anunciou mudanças nas alíquotas de IPI de automóveis, que passam a vigorar a partir de 1º de janeiro até 30 de junho do próximo ano, e ainda outro reajuste para o período entre 1º de julho de 2014 a 31 de dezembro de 2017.
 
Segundo a Anfavea, desde maio do ano passado até 30 de novembro deste ano a indústria automobilística deixou de recolher pouco mais de R$ 4,9 bilhões com a redução de IPI. Em compensação gerou R$ 11,6 bilhões em PIS/Cofins, IPVA, ICMS, além de viabilizar a produção de mais de 1,3 milhão de unidades adicionais, com enorme volume de encomendas em toda cadeia automotiva e aumento de 10 mil de empregos.

Os móveis também tiveram reajuste da alíquota de IPI, que passa em 1º de janeiro de 3,5% para 4%. Em junho, o governo vai avaliar o impacto da política para ver como vai prosseguir os aumentos do imposto para o setor.

O secretário interino da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira, disse que o governo ainda não sabe como as mudanças no IPI vão afetar o controle dos preços.

“Não calculamos ainda os impactos na inflação porque existem vários fatores a serem considerados, como os estoques, por exemplo”. Ele explicou também que o governo vai acompanhar o impacto do reajuste também para os automóveis, para confirmar os valores que vão vigorar a partir de 1º de julho de 2014.

Com a redução de 30 pontos, para os veículos populares flex (1.000 cilindradas) o decreto determina, por exemplo, que a alíquota passará, em 1º de janeiro, para 3%, com incidência até 30 de junho. Entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2017, o IPI será 7%.