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Falta de manutenção nas rampas do porto da Manaus Moderna coloca passageiros e trabalhadores em risco

Estivadores, tripulantes e passageiros das embarcações, visitantes, turistas, entre eles crianças, adultos, idosos e portadores de necessidades, arriscam-se diariamente no local

Diariamente, carregadores e pedestres se arriscam nas escadarias do porto da Manaus Moderna

Diariamente, carregadores e pedestres se arriscam nas escadarias do porto da Manaus Moderna (J. Renato Queiroz)

Todo ano é a mesma coisa, basta o rio secar e os problemas aparecem no porto da Manaus Moderna, principalmente nas rampas de acesso às embarcações.  Rampas estreitas, sem corrimão e parcialmente destruídas, dificultando e colocando em risco a vida de carregadores e passageiros que utilizam o porto todos os dias.

Segundo relatos de trabalhadores, há duas semanas, um carregador que estava trabalhando se desequilibrou e, por não ter onde segurar, despencou de uma das rampas, caiu de uma altura aproximada de 10 metros, bateu a cabeça e morreu.

Para o estivador Rogério da Silva Lopes, 41, que trabalha no porto há mais de 12 anos, a cada ano a situação fica pior, pois nenhuma melhoria é feita. “Trabalho todos os dias e dependo disso aqui, mas a cada ano a situação fica pior e ninguém faz nada. Todos os dias colocamos nossa vida em risco, carregando peso e tendo que passar por essas rampas”, reclamou.

Lopes disse também que quase todos os dias pequenos incidentes ocorrem no porto, por falta de estrutura. “Não é só a gente que sofre, quase todos os dias a gente vê mulheres, crianças e até idosos caindo nessas rampas. O mais grave foi esse colega que despencou e perdeu a vida.  Até quando vamos ficar sofrendo com tudo isso”, questionou.

Ao longo de pouco mais de uma hora em que a reportagem de A CRÍTICA esteve no porto da Manaus Moderna, o movimento era intenso nas escadas, assim como nas rampas de concreto, que oferecem um grande risco aos que por ali transitam.

Estivadores, tripulantes e passageiros das embarcações, visitantes, turistas, entre eles crianças, adultos, idosos e portadores de necessidades, arriscam-se diariamente no local.

A dona de casa Raimunda Dutra Pereira, 60, que mora na comunidade São José 1, no Mirití, que fica do outro lado do rio, utiliza o porto semanalmente e reclama dos problemas que precisa enfrentar. “Venho pra Manaus toda semana visitar meus filhos e netos e preciso enfrentar todos esses problemas. Sempre ando com sacolas, bolsas, encomendas e fica difícil subir e descer, pois está tudo destruído”, declarou.

Raimunda revelou que já passa por alguns problemas de saúde e isso dificulta ainda mais esse trajeto. “Já sofro com problemas de vista, sempre tenho tonturas e preciso me apoiar em alguma coisa. E se isso acontecer quando eu tiver subindo ou descendo uma rampa dessas, onde irei me segurar? Serei a próxima a perder a vida”, questionou.

Particulares em melhores condições

No Porto da Manaus Moderna também existem algumas balsas particulares, onde atracam embarcações de pequeno e médio porte. É visisível a diferença na manutenção das escadas e rampas de acesso.

Com a vazante dos rios, tanto as escadas, como as rampas são reformadas e pintadas, dando maior comodidade e segurança a todos que utilizam do serviço.

Na balsa onde atracam as lanchas “a jato”, por onde passam centenas de pessoas diariamente, por exemplo, todas as escadas e rampas estão com corrimão e em perfeito estado de conservação.

A equipe de A CRÍTICA, fez contato com a Superintendência de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH), com a Capitania dos Portos e foi informada que a manutenção das rampas do Porto da Manaus Moderna é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT). A equipe tentou um contato com o Dnit, mas não obteve qualquer informação até o fechamento desta edição.