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“Prefeito de Manaus tem que ser jovem”, afirma vice-governador do AM

Declaração é do vice-governador José Melo ao falar sobre o perfil do sucessor Amazonino Mendes a ser eleito este ano

Vice-governador José Melo (ao microfone) faz entrega de recursos financeiros, em Manacapuru, para juticultores

Vice-governador José Melo (ao microfone) faz entrega de recursos financeiros, em Manacapuru, para juticultores (Euzivaldo Queiroz)

O vice-governador José Melo (PMDB) apresentou nessa quarta-feira (4), um perfil de como deve ser o próximo prefeito de Manaus: “jovem e de competência”. A declaração foi feita a A CRÍTICA, no Município de Manacapuru (a 84 quilômetros da capital), onde Melo fez a entrega das ordens de pagamento da subvenção-2011 a produtores rurais de juta e malva.

“O prefeito (de Manaus) tem que ser uma pessoa jovem. Tem que ter competência, mas tem que ter juventude. Tem que estar no pé da obra todo dia”, disse o vice-governador ao discorrer sobre um modelo de administrador da cidade. José Melo ainda observou: “se abre um buraco, o prefeito tem que estar lá. Se é de madrugada, ele tem que estar lá também”.

Ex-braço direito dos ex-governadores do Amazonas Amazonino Mendes (PDT) e Eduardo Braga (PMDB), o economista José Melo deixou a secretaria de Governo, em 2010, para integrar como candidato a vice-governador a chapa de Omar Aziz (PSD). O prefeito Amazonino fará 73 anos em 16 de novembro. Amazonino tem dito que não é candidato enquanto intensifica a sua participação em atividades públicas e de apelo popular.

Melo, ao ser perguntado por A CRÍTICA, se o perfil traçado por ele era um conselho a Amazonino para evitar uma possível candidatura à reeleição negou.

“Não. Não estou aconselhando ninguém. Estou fazendo uma ilação a meu respeito. Estou dizendo que eu, Melo, com 66 anos de idade, estou muito velho para ser candidato a prefeito de Manaus. É isso que estou dizendo”, disse.

Diplomático

No PMDB de Eduardo Braga, a conversa é de espera por uma decisão de Braga quanto às eleições deste ano. O senador e líder do Governo no Senado também já declarou que não é candidato à sucessão de Amazonino, porém mantém sob seu controle a decisão de quem vai para a disputa pela prefeitura. Entre “prefeituráveis” do PMDB, Braga cita os deputados estaduais, Marcos Rotta (PDMB) e Chico Preto (PSD). Mas, é o nome dele que continua pairando.

Melo também é uma das peças no jogo de xadrez entre Braga e Omar. Ao ser questionado sobre o papel dele nessa interlocução, afirmou:

“O Omar é cobra criada e não precisa de ensinamento de ninguém. Ao longo desses anos todos que passou como vice, como vereador e deputado. Ele aprendeu muito e conhece tudo de governo. O que eu faço com o Omar, como eu também conheço alguma coisa, nós dividimos as tarefas e cada um cumpre uma parte olhando sempre o macro todo”, disse.

No dia 10 de fevereiro, o governador Omar Aziz disse que não iria fazer campanha no interior. “Não vou fazer campanha para ninguém”, declarou à época acrescentando que tinha compromisso com o senador Braga. Dois dias depois, o vice-governador foi visto em Manacapuru com os peemedebistas Edson Bessa e Washington Régis, opositores do atual prefeito, Ângelus Figueira (PV).

José Melo (PMDB) Vice-Governador do Amazonas

“O Omar pediu que eu reafirmasse todos os compromissos que ele assumiu em campanha, de que ele irá cumprir um a um. E mais, pediu que eu dissesse, antes de qualquer discurso, que este ano o pagamento da subvenção da malva, da juta e da borracha, será feito dia 10 de agosto deste ano. Esse pagamento chegou atrasado, já era para ter sido feito no final do ano passado, mas não foi possível. Mas este ano nós corrigimos todas essas discussão. O governador fez uma reunião com todos nós, e determinou que não faltará recurso para aquele que também aceitar o desafio de produzir peixe no Estado na atividade econômica que vai ser o futuro daqui a cinco ou dez anos, a piscicultura. Fora isso as políticas públicas continuam. E o Omar e eu tivemos a coragem de fazer essas condições para que essas mudanças possam acontecer. O Amazonas que nem sonhava com indústria de transformação, agora está criando as políticas para as indústrias gás-química, petroquímica e de silvinita”.

De olho no governo estadual

Apesar de negar candidatura para a Prefeitura de Manaus alegando idade avançada, o vice-governador José Melo (PMDB), não deverá ter a mesma dificuldade para assumir um eventual mandato de governador em 2014, e uma possível campanha para reeleição no mesmo ano.

No atual cenário político do Estado, o governador Omar Aziz (PSD) só poderia se lançar candidato no parlamento (Senado, deputado federal ou ainda deputado estadual). Nas eleições de 2014, haverá uma vaga para o Senado, no caso do Amazonas a que é ocupada hoje pelo senador Alfredo Nascimento (PR).

Com a desincompatibilização de Aziz, Melo assumiria o Governo do Estado e, a exemplo do que fez Aziz em 2010, se lançaria para reeleição.

Chegar ao Governo do Estado é um anseio antigo do vice-governador que em junho de 2002 dormiu pré-candidato na chapa de Eduardo Braga (PMDB) ao governo, mas acordou fora da disputa, perdendo a indicação para Omar Aziz.

Tarefa é mediar os conflitos

A visita do vice-governador José Melo (PMDB) a Manacapuru serviu para expor os aliados de outros pré-candidatos que disputam o controle da Prefeitura do segundo maior colégio eleitoral do Amazonas.

Acompanharam a comitiva do vice-governador os deputados estaduais Wanderlei Dallas (PMDB), Orlando Cidade (PTN), o deputado federal Silas Câmara (PSC) e o secretário de Produção Rural do Estado, Eron Bezerra (PCdoB). Todos, partidários dos ex-prefeitos do município, Edson Bessa (PMDB) e Washington Régis (PMDB). Bessa e Régis brigam pela Prefeitura de Manacapuru com o atual prefeito, Ângelus Figueira (PV), e o vice dele, Messias Furtado (PSD).

Figueira não compareceu ao evento e coube a Furtado ficar entre os aliados dos opositores. São para mediar esses conflitos que o vice-governador atua no interior do Estado. Nesse caso, mediar o atrito entre aliados do governador Omar Aziz (PSD) e do senador Eduardo Braga (PMDB).

Icoti volta à pauta da ALE

Proposta de recriação do instituto será encaminhada, na próxima semana, para a Casa Legislativa O projeto que recria o Instituto de Cooperação Técnica Intermunicipal (Icoti) será enviado na próxima semana para a Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), segundo o vice-governador José Melo (PDMB). De acordo com ele, as alterações no projeto, feitas por determinação do governador Omar Aziz (PSD), já foram concluídas. Falta apenas o aval do governador.

“Na outra semana estaremos mandado para a Assembleia. Não gosto de dar datas, porque isso é uma definição do governador. Mas o projeto já está formatado e é preciso apenas que o Omar dê uma olhada final”, disse Melo.

A nova proposta do Icoti deverá ser de uma secretaria “enxuta” com poucos funcionários. “O Omar encomendou o projeto e a equipe fez um projeto como se fosse uma grande secretaria cheia de empregos e não é isso que nós queremos. Nós queremos o Icoti enxuto. Muito enxuto. Nós queremos um órgão que possa cumprir o papel de políticas publicas”, comentou Melo.

Apesar de evitar dizer o dia para o envio do projeto, Melo disse que o governador Omar na próxima semana deverá visitar os municípios da Calha do Purus (Boca do Acre, Canutama, Lábrea, Pauini e Tapauá), e isso deve apressar o envio do Icoti para os deputados.

Uma das promessas de Omar, administrar o Estado por calhas de rios e incentivar projetos de acordo com as potencialidades de cada município, depende da reativação do Icoti.

Melo informou que as reuniões com os prefeitos do interior já foram encerradas e que agora o governo analisa as informações coletadas. “Eu terei uma reunião na segunda-feira para definir o substrato dos investimentos que o Omar vai fazer em cada um desses municípios. E é isso que ele quer dizer quando diz que vai administrara por calhas, é isso que ele vai fazer”, disse o vice-governador.