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Fim do 'Auxílio Paletó' gera bate-boca na Câmara de Manaus

Presidente da CMM e o autor do projeto que quer acabar com o 14º salário dos vereadores trocam ofensas em plenário

Isaac Tayah acusa vereador Mário Frota do PSDB de querer se auto-promover com projeto

Isaac Tayah acusa vereador Mário Frota do PSDB de querer se auto-promover com projeto (Antonio Menezes)

O trancamento, na Mesa Diretora, da proposta que pede o fim do ‘auxílio paletó’ gerou bate-boca ontem no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) entre o autor da matéria, o vereador Mário Frota (PSDB), e o presidente da Casa, Isaac Tayah (PDT).

Mário Frota acusou Isaac Tayah de agir como ditador, quando afirma que não vai colocar em tramitação o projeto que quer acabar com o 14º salário. A regalia garante R$ 9,2 mil por ano para cada um dos 38 vereadores para a compra de paletó. Em quatro anos (tempo de um mandato) os parlamentares embolsarão, juntos, R$ 1,3 milhão.

A discussão entre Tayah e Mário Frota se deu depois de o vereador Leonel Feitoza (PSD) reclamar de panfletos distribuídos pelo vereador do PSDB com os nomes e fotos dos vereadores que apoiam a proposta para acabar com o ‘auxílio-paletó’.

Após a fala de Leonel, Tayah reafirmou que vai barrar a tramitação do projeto de Frota. Para o presidente, o vereador tucano quer usar a proposta para se promover. Por isso, o tema deverá ser colocado em pauta somente depois das eleições.

Com o som do microfone cortado, por ordem de Tayah, Frota respondeu ao ataque tachando o presidente da CMM de ditador. E contra-atacou alegando que Tayah deve a ele a presidência da Casa. “Você está sentado aí porque eu abri mão de ser presidente”, disparou Frota.

Frota lembrou que, na eleição para presidência da CMM, em dezembro de 2010, recebeu convite do próprio prefeito Amazonino Mendes (PDT) para ser o candidato do governo ao cargo. Com a ação, Amazonino queria anular a candidatura de Tayah, que era apoiado pelo senador Eduardo Braga (PMDB), então desafeto do prefeito.

Segundo Frota, há aproximadamente dez dias, ele deu entrada, na Diretoria Legislativa da Câmara, ao projeto que pede a extinção do 14º salário dos vereadores. A proposta depende da vontade de Tayah para ser deliberada em plenário e, em seguida, tramitar pelas comissões. “Para mim, ele (Tayah) está sendo pressionado por vereadores, que não querem largar o osso”, declarou Frota.

A proposta de Frota já recebeu a adesão de 14 vereadores. De acordo com o parlamentar, aprovaram a iniciativa Homero de Miranda Leão (PHS), Wilker Barreto (PHS), Luiz Mitoso (PSD), Marise Mendes (PDT), Luiz Alberto Carijó (PDT), Reizo Castelo Branco (PTB), Socorro Sampaio (PP), Waldemir José (PT), Wilton Lira (PDT), Ademar Bandeira (PT), Cida Gurgel (PRP), Elias Emanuel (PSB), Hissa Abrahão (PPS) e Joaquim Lucena (PSB).

A reportagem tentou contato com o presidente da CMM, por telefone, mas ele não atendeu as chamadas feitas aos números 91xx-xx94 e 99xx-xx32.

Na última quarta-feira, Tayah reclamou de matérias que destacaram a quantidade de faltas dos vereadores nos meses de fevereiro e março. Irritado, declarou que não falaria mais com a imprensa.

Em dois meses de trabalho, os vereadores registraram 61 faltas, das quais 27 foram justificadas com ‘motivo de força maior’.

Senado vota fim da regalia

A Mesa Diretora do Senado, em reunião na tarde de ontem, aprovou o fim dos 14º e 15º salários (o ‘auxílio paletó’) recebidos por deputados e senadores. A medida, que consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 71/2011, agora segue para exame do plenário. “A medida mostra um movimento de austeridade por parte do Senado”, disse a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que está no exercício da Presidência devido à licença médica do presidente José Sarney. O projeto já havia sido aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no final do mês de março. De autoria da senadora licenciada Gleisi Hoffmann (PT-PR), a proposta determina que o benefício seja concedido apenas no início e no fim de cada mandato. Atualmente, os congressistas recebem o benefício duas vezes ao ano: uma vez no início e outra no fim de cada sessão legislativa. Marta contou que conversou com Sarney sobre a matéria. Segundo ela, o presidente considerou a medida “muito adequada”.