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Em dez anos quantidade de lixo em Manaus cresceu 38,9%

Na Manaus Moderna, no Centro, uma balsa recolhe anualmente 7,4 mil toneladas de lixo jogado no rio Negro por pessoas que moram nos ‘beiradões’ 

Lixão de Iranduba passou por uma avalização em 2011 feita pelo TCE, que apontou em seu relatório nove falhas

O fato desse aumento considerável de lixo exigiu, por exemplo, que a secretaria adotasse medidas para desafogar o Aterro de Resíduos Sólidos da capital (Luiz Vasconcelos)

A população cresceu e com ela o  lixo produzido. Segundo dados da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), em dez anos houve um crescimento de 38,9% na quantidade de lixo produzido pelo manauara. Esse aumento pode ser visto principalmente nos igarapés e no rio Negro,  onde  geladeiras, fogões, pneus, restos de carros e toneladas de lixo doméstico são  descartados sem pena do meio ambiente.

Na Manaus Moderna, no Centro, uma balsa recolhe anualmente 7,4 mil  toneladas de lixo jogado no rio Negro por pessoas que moram nos ‘beiradões’  e transformam a orla da cidade, que deveria ser um ponto turístico, num  lixão a céu aberto.

Para o feirante João Carlos Araújo, 58, a Manaus Moderna hoje está bem melhor do que há anos, quando o lixo deixado pelos feirantes era jogado na rua  e os urubus espalhavam os restos. “Ainda não é o ideal, mas acredito que os feirantes estão muito mais conscientes de que o lixo jogado em qualquer lugar afasta os clientes e pode prejudicar eles mesmos com doenças”, disse.

De acordo com João Carlos, os restos das feiras são colocados em um contêiner que é recolhido várias vezes por dia e  acaba ajudando  as pessoas a terem mais consciência de que lugar de lixo é na lixeira.

Ainda de acordo com a Semulsp, em 2013 foram recolhidos mensalmente 624 toneladas de lixo nos igarapés, número que em janeiro de 2014 foi de 21 toneladas diárias, o que demonstra que a quantidade de lixo será superior esse ano. Segundo os dados da Semulsp, nas feiras foram retirados no ano passado  cerca de 35 toneladas de restos considerados descartáveis.

 O fato desse aumento considerável de lixo exigiu, por exemplo, que a secretaria adotasse medidas para desafogar o Aterro de Resíduos Sólidos da capital, localizado no km 19 da AM-010 (Manaus–Itacoatiara). Uma das medidas proibiu o descarte para destinação final e tratamento de “resíduos de terceiros” no local.

A professora de educação infantil, Sabrina Dantas, 28, acredita que somente com educação é possível reverter a situação atual da quantidade de lixo despejado pela população em qualquer lugar. “A frase de lixo no lixo é repetida várias vezes pelas pessoas, mas somente quando as crianças aprenderem isso em casa com os pais é que vamos ver resultado”, disse Sabrina.