Camelôs apresentam resultado de plebiscito sobre Shopping Popular ao prefeito

Amazonino Mendes recebeu o documento na tarde de hoje, na sede da Prefeitura de Manaus

Amazonino recebeu representantes dos camelôs na sede do Executivo, no bairro da Compensa

Amazonino recebeu representantes dos camelôs na sede do Executivo, no bairro da Compensa (Foto: Manoel Vaz/Semcom)

O Prefeito Amazonino Mendes recebeu nesta terça-feira (31), o resultado oficial do plebiscito realizado na semana passada pelo Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam). A consulta indica que 98% dos quase dez mil entrevistados concordam com a saída dos camelôs das ruas do centro da cidade. A entrega foi feita por membros do Sincovam, que estavam acompanhados pelo presidente do grupo Uai, Elias Targinele, e um representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Juliano Valente.

O presidente do sindicato, Raimundo Inácio Ferreira, destacou o apoio que a categoria vem recebendo da Prefeitura na luta por melhores condições de trabalho. "Viemos aqui agradecer o apoio que o senhor (prefeito) está nos dando e mostrar o resultado do plebiscito que comprova que a população está a favor da retirada do camelô das ruas. É um momento inédito em que os camelôs brigam para sair das ruas", disse o presidente.

Amazonino reafirmou o empenho da administração municipal em resolver o problema dos ambulantes, e voltou a lamentar a decisão judicial, que determina a demolição do camelódromo.

Segundo ele, independente da Copa do Mundo de 2014 é necessário arrumar uma solução para o problema, que de acordo com estudos técnicos da Prefeitura, tendem a aumentar. "Não podemos por os camelôs em um local distante. A única solução é alojá-los, de forma decente, em área de grande movimento. A ideia de usar aquela área do porto foi muito inteligente", ressaltou Amazonino.

Para o prefeito, a vontade do povo de ver as calçadas livres, aliada a vontade dos camelôs, de deixar as ruas, deve fazer com que o bom senso prevaleça e a obra do camelódromo possa ser concluída. "Não se pode condenar a cidade e a revitalização do centro, é preciso que o bom senso prevaleça. Eu sempre apostei nisso, e acredito que vamos construir o camelódromo provisório lá, é só uma questão de tempo", disse Amazonino.

Defesa
O presidente do Grupo Uai, Elias Targilene, lembrou que o planejamento do camelódromo observou todos os detalhes técnicos necessários e que o empreendimento é fundamental para que Manaus receba a Copa de 2014. Ele destacou que a instalação dos camelôs na área do porto é provisória. “Desde que o projeto foi apresentado, ficou claro que esta primeira etapa será temporária e que o local do Centro Popular de Compras definitivo já está definido”, disse Elias ao se referir a área do Boothline, próxima ao Porto Privatizado.

Juliano Valente, representante do Iphan explicou que a posição do órgão é trabalhar junto às instituições envolvidas para garantir que as instalações provisórias cumprirão todos os prazos determinados.

Segundo ele, o Iphan está de acordo com a obra e acredita que a construção do camelódromo em uma área provisória só irá colaborar para o processo de revitalização do centro. "Queremos garantir que a ocupação do espaço do porto será temporária em vista de um local definitivo. É preciso iniciar o trabalho de revitalização do centro", disse Valente, acreditando que a obra será concluída.

A vendedora ambulante Socorro Freitas, retrata o camelódromo como um resgate da dignidade das pessoas que trabalham nas ruas da cidade. Socorro lamentou a determinação da justiça de demolir a estrutura já construída, uma vez que muitas famílias vêem no novo empreendimento a oportunidade de continuar garantindo seu sustento. "Hoje, nosso sentimento é de tristeza, gostaria que a pessoa responsável por tudo isso parasse e refletisse no bem estar da cidade de Manaus", apelou.

* Com colaboração de Vanessa Maia

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