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População abusa do uso dos chicletes nas ruas de Manaus

Ato de jogar goma de mascar nas ruas, é punido com multa de até R$ 8 mil no exterior, em Manaus, porém, é pouca educação

Os pontos negros são de chicletes numa calçada pública usada por uma lanchonete no bairro de São Jorge

Os pontos negros são de chicletes numa calçada pública usada por uma lanchonete no bairro de São Jorge (Alexandre Fonseca)

 Um simples mau hábito que, muitas vezes, ainda passa despercebido nas ruas de Manaus, mesmo incomodando muita gente, pode render multas que variam de R$ 100 a R$ 8 mil em países como a República Tcheca, Tailândia, Cingapura, França ou Inglaterra. O ato de jogar chicletes nas ruas e calçadas é comum em todos os bairros de Manaus, mesmo nas vias onde estão instaladas uma das 1,8 mil pequenas lixeiras públicas.

Sem legislação específica para punir aqueles que sujam a cidade, só resta apelar ao bom senso da população, afirma o subsecretário municipal de Limpeza Urbana e Serviços Públicos, Túlio Knophoff. “Não deve existir uma única rua ou calçada de Manaus que não esteja impregnada pelos chicletes que são jogados no chão pelas pessoas. E eles dão um trabalho enorme aos garis, que precisam limpar a sujeira. Apelamos à população que zele pelo patrimônio, mas nem locais reformados, como a Praça da Saudade, onde o piso original foi restaurado, são poupados desse mau hábito”.

Para o sociólogo Luiz Antônio Nascimento, promover campanhas educativas que incentivem a limpeza das ruas e calçadas e exponham os erros daqueles que insistem em jogar chiclete no chão é a saída para minimizar o problema na capital, diante da falta de lei que puna esse ato. “A mudança de comportamento vem com as novas gerações, mas o poder público tem que provocar essa mudança por meio de campanhas. Enaltecer as boas atitudes e expor ao ridículo os maus cidadãos, para que sintam vergonha diante da sociedade, dos vizinhos e da própria família”, analisou. Usuária do transporte coletivo, a recepcionista Anne Kelly Sousa Araújo, 28, defende a punição - mesmo que moral - daqueles que insistem em “colar” os indesejáveis chicletes mascados em qualquer lugar, principalmente aqueles de uso público, como ônibus, praças, hospitais e escolas. “Quem nunca pisou em um chiclete e teve que fazer o maior malabarismo para ele desgrudar do pé? Pior que isso só quando a gente consegue encontrar um assento vazio no ônibus lotado e descobre que é porque tem um chiclete grudado nele”, relata Anne.

 E não são apenas os funcionários da limpeza pública que sofrem com o maus hábito daqueles que deixam chicletes grudados sob mesas e cadeiras. Sabá Rodrigues trabalha como atendente na lanchonete Castelo, no São Jorge, Zona Centro-Oeste, e perde boa parte do dia retirando chicletes usados das mesas e cadeiras. “A lixeira pode estar do lado, mas as pessoas jogam chiclete no chão ou colam debaixo da mesa ou da cadeira. Quando vamos limpar, encostamos neles. Além de nojento, dá muito trabalho. E, se chamar a atenção do cliente, ele ainda acha ruim”, reclamou.