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Tradição de comer peixe é facilitada com doação

Mais de 50 toneladas de pescado foi distribuído até ontem nos Centros de Referência de Assistência Social da prefeitura


Alessandra, com o marido e as filhas, chegou cedo para receber uma sacola com jaraqui e pacu. O jaraqui será servido em calderada hoje e o pacu será frito domingo

Alessandra, com o marido e as filhas, chegou cedo para receber uma sacola com jaraqui e pacu. O jaraqui será servido em calderada hoje e o pacu será frito domingo (Érica Melo)

“Quero comer uma boa calderada”. Essa foi a frase de Alessandra de Souza da Silva, 31, que junto com o marido José Ricardo de Moura, 40, e os quatro filhos foram uma das cinco mil famílias contempladas com a doação de peixe nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

Segundo Alessandra de Souza, o marido está desempregado há três anos e a familía tem passado bastante dificuldade e, por isso, o peixe doado veio em boa hora para garantir o almoço da sexta-feira Santa e do domingo de Páscoa.

A renda da família de Alessandra vem do auxilio do Bolsa Família, concedido em funçãodos três filhos menores, e os ‘bicos’ que o marido consegue fazer de vez quando.

A dona de casa conta que pretende fazer uma calderada na sexta-feira e no domingo fritar o peixe. “Como ganhamos jaraqui e pacu, cada dia vamos comer um peixe diferente”, disse Alessandra de Souza.

A tradição de comer peixe na Semana Santa era seguida pela família de Alessandra, mas depois que casou e as dificuldades começaram a aparecer nem sempre foi possível comer peixe.

A aposentada Mirian Araújo da Silva, 74, aproveitou a doação porque, segundo ela, o peixe está sendo vendido muito caro nas feiras. “Se não fosse pela doação minha família não ia comer peixe na sexta-feira santa esse ano”, revelou a aposentada.

A distribuição ocorreu até ontem em 18 Centros de Referência de Assistência Social (Cras). A seleção das famílias em cada Cras foi feita pela Secretaria Municipal Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), seguindo critérios como: número de filhos, famílias cuja provedora seja mãe solteira, desemprego, entre outros, procurando atender aquelas famílias mais necessitadas.

De acordo com a coordenadora do Cras do bairro União, na Zona Norte, Ingrid Micaelle de Souza, o diferencial da distribuição de peixes desse ano foi o cuidado que os órgãos tiveram em atender principalmente as familías mais necessitadas.

No bairro União a coordenadora explica que 300 famílias receberam o pescado. “Por ser uma área com muitas pessoas em situação de vulnerabilidade social, esse tipo de doação é sempre bem-vinda porque a maioria dessas famílias não iriam conseguir comprar o peixe da Semana Santa”, disse a coordenadora.


Tendas da Sepror

Até sábado, a Sepror está vendendo peixe mais barato em dois locais: no estacionamento da Feira do Coroado, na alameda Cosme Ferreira, e no Centro Social Urbano do Parque Dez. As tendas vão funcionar todos os dias, de 7h às 22h.

Entressafra

De acordo com a Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab), foram distribuídos 50 toneladas de peixe. Segundo a Sempab, esse pescado iria para o lixo por “excesso de produção” e o órgão resolveu comprar no período da entressafra para que não acontecesse o desperdício. No Cras do bairro União, o titular da Sempab, Fábio Pacheco, acompanhou a entrega do pescado para as famílias e disse que é muito bom ver a satisfação das pessoas que receberam o benefício . Além dos Cras, os peixes foram distribuídos também para sete instituições de caridade da cidade. De acordo com a Semasdh cada abrigo recebeu 200 quilos de peixe para o consumo na Semana Santa.