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Cigs completa cinco décadas de funcionamento neste domingo (2)

Especializado na formação de ‘guerreiros de selva’, a unidade militar é famosa também pela manutenção do único zoológico público da nossa capital

O zoológico do Cigs recebe, em média, 120 mil visitantes por ano, a maioria deles estudantes e turistas que vêm a Manaus

O zoológico do Cigs recebe, em média, 120 mil visitantes por ano, a maioria deles estudantes e turistas que vêm a Manaus (J. Renato Queiroz)

Considerado um dos principais pontos turísticos de quem visita Manaus, o Centro de Instruções de Guerra na Selva (CIGS) criado em 1964 completa neste domingo (2), 50 anos de existência formando guerreiros de selva. Lembrado também por ser o único zoológico da cidade, o CIGS recebe em média 120 mil visitantes por ano, principalmente alunos das escolas públicas que tem oportunidade de conhecer espécies da fauna amazônica impossíveis de serem vistas longe da mata.

Atualmente o CIGS conta com 190 animais, de 56 espécies diferentes, divididos entre mamíferos, répteis e aves, como as onças-pintadas, preta e parda, os macacos-pregos e aranhas, as araras Canindé e Canga, o jacaré Açu, entre outros. O gavião real com seu jeito imponente atrai olhares de admiração de quem visita o zoológico. Dentre esses olhares estava o da venezuelana, Patrícia Andrade, 18, que junto com a tia que mora em Manaus há seis anos visitou pela primeira vez o CIGS.

O gavião real com sua aparência de rei não passa despercebido e é o animal que mais chamou atenção da estudante que disse adorar bichos e estar encantada em poder pela primeira vez e ver coisas e locais diferentes do seu país.

Para a professora, Soraia Macedo, 31, que levou o filho de oito anos para visitar o local na terça-feira a oportunidade que as pessoas tem de conhecer gavião real, onças e outros animais deve ser mais divulgada. “Infelizmente o zoológico poderia ser muito mais visitado se tivesse divulgação, as escolas são as únicas que ainda fazem esse tipo de atividade com os estudantes”, disse a professora.

Com as portas abertas para o público somente em 1969, o Zoológico do CIGS, a princípio, recebia doações dos moradores do entorno do Centro. Segundo o médico da Divisão veterinária do CIGS, capitão Carlos Palhares no início os instrutores e monitores também coletavam os animais na selva e os traziam para um depósito a céu aberto, onde hoje, é localizado o zoológico, porém atualmente os animais que estão no centro nasceram em cativeiro ou foram repassados pelo IBAMA.

Para Carlos Palhares e para os demais ‘guerreiros de selva’, lugar de animal silvestre é na selva, para isso o zoológico do CIGS ambientou os seus recintos para reproduzir o habitat natural desses animais, o que faz com que o visitante passe mais tempo observando cada área à procura dos animais alojados.

Aquário e Oca

Durante a apresentação dos projetos da Copa do Mundo, uma parceria entre o CIGS e o Governo do Estado foi cogitada para a revitalização do local, porém segundo o capitão Palhares a discussão não foi concluída.

De acordo com o capitão a proposta era realizar melhorias na estrutura já existente como melhorias na acessibilidade, na estrutura elétrica e hidráulica além de lojas de ‘souvenir’ e espaço para uma praça de alimentação para os visitantes.

Atualmente o CIGS passa por reformas com o apoio da iniciativa privada.

De acordo com o capitão Palhares em breve será inaugurado um aquário e um espaço chamado oca do conhecimento ambiental que como objetivo proporcionar aos visitantes, em especial as escolas, maior incremento na educação ambiental.