Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Arsam isenta mil famílias de cobrança indevida de água

Segundo a agência reguladora, a concessionária não poderia ter emitido as faturas enquanto o abastecimento não fosse contínuo

Segundo Jorge Caresto (à esquerda), as cobranças só poderiam ser feitas depois do abastecimento ser regularizado

Segundo Jorge Caresto (à esquerda), as cobranças só poderiam ser feitas depois do abastecimento ser regularizado (Lucas Silva)

Os moradores da comunidade Parque Santa Etelvina, na Zona Norte, comemoraram ontem a notícia de que não precisam pagar as contas de água emitidas antes de dezembro do ano passado, quando o fornecimento passou a ser diário.

Segundo o chefe do departamento de Fiscalização de Saneamento da Agência Reguladora dos Serviços Públicos (Arsam), Jorge Caresto, as mil famílias da comunidade não vão pagar pelo serviço fornecido antes dessa data.

As contas, que em alguns casos chegam a R$ 200, foram canceladas após a identificação da Arsam de que a Manaus Ambiental estava cobrando indevidamente os moradores.

O líder comunitário Antonio Carmo de Lima, explicou que, mesmo com o hidrômetro marcando zero, os consumidores continuavam recebendo cobranças absurdas da Manaus Ambiental.

De acordo com Jorge Caresto, em 2011, a empresa Manaus Ambiental fez as ligações de água, porém não interligou o sistema com as casas e, portanto, não poderia cobrar pelo serviço. O chefe do departamento de fiscalização garantiu, ainda, que as pessoas que tiveram seus nomes inseridos no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) terão seus cadastros limpos.

Sem dívida nem água

Segundo a costureira Maria Auxiliadora Oliveira, 58, que mora na comunidade há dez anos, a notícia do cancelamento é ótima, porém o abastecimento continua deficiente. A costureira conta que o fornecimento não tem sido regular nas ruas A e B da comunidade e, mesmo assim, as faturas dos meses de dezembro e janeiro chegaram. “Desde dezembro a água vem durante três dias, depois vem somente em um horário ou nem chega na torneira”, disse a costureira.

Para ter água em casa, a dona de casa Alcione do Nascimento, 35, paga uma taxa de R$ 35 por mês para um vizinho, que deixou que ela puxasse uma ligação da oficina dele para a casa dela. “Preciso fazer isso para ter água em casa e, mesmo assim, tenho que pagar as contas”, acrescentou Alcione.

De acordo com Jorge Caresto, os problemas nas rua A e B são pontuais e acontecem porque as duas vias estão localizadas na parte alta do bairro. Para que o fornecimento seja regular, é preciso que o reservatório esteja no nível máximo ou então a água não recebe pressão suficiente para chegar nas casas.

O chefe de fiscalização da Arsam informou que vai entrar em contato com a empresa Manaus Ambiental para que o fornecimento de água seja regularizado em todas as ruas.