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Corretores informais oferecem casas aos indenizados pelo Prosamim 3

As casas à venda, pelo preço mínimo de R$30 mil, estão sendo oferecidas aos moradores indenizados pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus

Anúncios em papel são colados nas casas que já foram desocupadas. O objetivo é oferecer venda para os que foram contemplados com as indenizações

Anúncios em papel são colados nas casas que já foram desocupadas. O objetivo é oferecer venda para os que foram contemplados com as indenizações (Márcio Silva)

A saída dos moradores das margens do igarapé de São Raimundo, no bairro da Glória, Zona Oeste, onde será instalada a terceira etapa do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), está provocando um “fenômeno de mercado”. Muitas placas estão espalhadas, ao longo da rua rio Branco, oferecendo vendas de casas, pelo preço mínimo de R$30 mil em vários bairros da cidade. Os “corretores” estão de olho nas indenizações, que serão recebidas pelos moradores do lugar, que variam de acordo com a avaliação dos casebres.

Um morador da área, que não quis se identificar, informou que não faltam pessoas oferecendo os serviços para auxiliar na compra de imóveis. “Tem gente que aceita, outros não. Vai de cada um, mas sempre tem alguém tentando vender para quem recebeu as indenizações”, revela.

A CRÍTICA entrou em contato com uma das pessoas pelo número de telefone (91XX-18XX) e um homem que se identificou como “Elias” ofereceu uma casa no bairro Alfredo Nascimento, Zona Norte, que, segundo ele, possui dois quartos, piso de cerâmica e portas em madeira de lei, ao preço de R$ 45 mil. O vendedor disse ainda que existem casas disponíveis em outras regiões da cidade, como Nova Cidade.

De acordo com Paulo Mota, vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), se as placas não tiverem a identificação do número do registro do corretor (que varia de um a quatro mil e duzentos) a venda torna-se ilegal. Ainda conforme Mota, se for o proprietário, que está colocando a casa à venda, é obrigado, também por lei, a informar na placa que é o dono do lugar. “É uma forma de combater as pessoa que querem se passar por corretores. Tem muitos estelionatários se passando por esse profissional e o que deveria ser um sonho, passa a ser um pesadelo”, diz, complementando que o Creci, juntamente com a prefeitura estão fazendo uma ação em conjunto para retirarem essas placas de vendas das vias públicas.