Em outubro de 2012, servidores do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) quase quadruplicaram seus salários com o recebimento de “vantagens eventuais”. Tais vantagens podem ter, entre outras origens (como férias), o pagamento de horas extras.
Na segunda-feira (14), reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” mostrou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) gastou com horas extras R$ 9,5 milhões entre setembro e novembro de 2012. A corte anunciou investigação para apurar possíveis abusos nos pagamentos.
Levantamento de A CRÍTICA identificou na folha de pagamento do mês de outubro do ano passado do TRE-AM, por exemplo, que um técnico judiciário C-15 lotado na assessoria de Comunicação da corte recebeu R$ 21,1 mil de vantagens eventuais. O salário do servidor é R$ 6,8 mil.
O plus de R$ 21,1 mil na remuneração do técnico judiciário do TRE-AM, equivalente a 3,9 vezes a remuneração dele (R$ 6,8 mil), rendeu-lhe no final daquele mês um salário (líquido) de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que ganhava no ano passado R$ 26,7 mil. E hoje ganha R$ 28 mil.
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