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Mãe acusa Maternidade Ana Braga de descaso a recém-nascido

Família diz que houve erro em procedimento médico que causou ferimentos no pé do recém-nascido prematuro. Unidade nega irregularidade

O bebê, que nasceu prematuro, continua internado na maternidade Ana Braga, da rede estadual de saúde, na Zona Leste

O bebê, que nasceu prematuro, continua internado na maternidade Ana Braga, da rede estadual de saúde, na Zona Leste (Divulgação)

Uma criança nascida prematura teria sofrido uma queimadura no pé causada por um equipamento colocado para acompanhamento cardíaco, na Maternidade Ana Braga. De acordo com familiares da mãe da menina, o aparelho era trocado periodicamente porque aqueceria na pele, mas como isso não aconteceu, causou a ferida e posteriormente uma infecção. A direção da maternidade informou que o quadro de saúde da criança não tem relação com o ferimento no pé, mas sim com prematuridade. A menina nasceu com 28 semanas pesando 1,160 gramas e está há 57 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade. Um bebê normalmente nasce a partir da 37 semana.

Familiares da criança disseram que o referido equipamento teria um prazo para ficar no pé e que diariamente era trocado, o que não aconteceu dessa vez, causando a queimadura. Agora, por conta do ferimento, a menina estaria sendo sedada por apresentar um quadro de infecção e problemas respiratórios. Uma irmã da mãe da menina, explicou que a preocupação da família agora é com o agravamento do estado de saúde da menina, que já era frágil por conta do nascimento prematuro.

EDEMA

O diretor técnico da maternidade, médico Antônio Medeiros, explicou que um equipamento, colocado nos pés de todo bebê prematuro, tem o papel de detectar cardiopatias e doenças respiratórias e não costuma causar problemas. Como não aquece, não causar queimaduras. Ele acredita que um edema (inchaço) dos membros inferiores tenha causado atrito do aparelho na pele, causando a lesão, que não é grave.

“Se fosse algo causada por um aquecimento do aparelho, haveria o risco da criança perder o membro porque o quadro dela é delicado”, argumentou ele, explicando que a troca é feita rotineiramente por ser necessário verificar se os dois membros da paciente estariam apresentando pleno funcionamento. O diretor garantiu ter equipes constantemente acompanhando os pacientes para fazer essas procedimentos e que, talvez pela apreensão e pouca idade da mãe, ela esteja tão aflita e não compreenda o que vem sendo feito pelos médicos.

Ao explicar que bebês na condição desses fazem infecção frequentemente, Antônio disse que apesar do seu quadro inicial, a menina estava reagindo bem, tanto que já está pesando 1,455 gramas, o que demonstra evolução positiva do seu estado de saúde.