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Assaltos mudam rotina de canoeiros da Manaus Moderna

Segundo os trabalhadores, os casos vêm aumentando e, pelo menos uma vez por semana, um canoeiro é assaltado. Eles cobram segurança do poder público

Zeferino Santos passou a fazer transporte apenas de turistas indicados por agências de turismo, para evitar assaltos

Zeferino Santos passou a fazer transporte apenas de turistas indicados por agências de turismo, para evitar assaltos (Euzivaldo Queiroz)

Levar passageiros para passeios turísticos e transportar pessoas e mercadorias é o trabalho diário dos canoeiros que atuam na Manaus Moderna, mas essa rotina está sendo alterada em decorrência dos constantes assaltos. Segundo os trabalhadores, os casos vêm aumentando e, pelo menos uma vez por semana, um canoeiro é assaltado.

Na semana passada, Josenias Nogueira Pereira, 49, estava voltando para casa, no Lago do Janauari, quando foi abordado por dois assaltantes armados. O canoeiro contou que, quando o assalto foi anunciado, ele acelerou e os bandidos não foram atrás. “Eu tive sorte que eles não foram atrás, mas com certeza ficaram no local esperando outra embarcação passar”, disse.

De acordo com os trabalhadores, o problema tem feito com que todos trabalhem com medo e, em alguns casos, se recusam a fazer determinados trajetos, pois já houve situações em que os ladrões eram mulheres com filhos e o marido. “Não temos como saber quem é ou não ladrão, mas quando percebemos algo diferente, nos recusamos a fazer a viagem”, acrescentou Josenias.

O agora agente de turismo Zeferino dos Santos, 50, optou por fazer apenas passeios turísticos indicado por agências depois que foi assaltado duas vezes. Zeferino lembra com detalhes do medo que sentiu. Segundo ele, durante seis meses deixou de trabalhar porque sentia medo e pensou em largar a profissão.

Outros casos relatados pelos canoeiros, infelizmente, acabaram de forma mais trágica. Zeferino lembra que um colega de profissão desapareceu depois de fazer uma viagem para o Municipio de Iranduba.

Maior perigo

Os pontos mais perigosos e que são evitados pelos canoeiros são o porto do São Raimundo, Ceasa e Compensa. Para esses locais, os trabalhadores têm evitado fazer viagens, com medo de sofrerem assaltos.

Para os canoeiros, é preciso que haja mais fiscalização, principalmente à noite e nos chamados “furos”, que servem como rota de fuga para os assaltantes.