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Em Manaus, idoso é preso por aplicar golpes com cartões clonados em empresas do país

Segundo a polícia, prejuízo pode chegar a R$ 1 milhão e envolver 16 empresas de vários estados. Suspeito usava identidades falsas para aplicar o golpe. Durante a prisão do indivíduo, outros dois homens foram indiciados

Homem foi preso e autuado por falsidade ideológica e uso de documentos falsos

Homem foi preso e autuado por falsidade ideológica e uso de documentos falsos (Lucas Silva)

A polícia prendeu nesta quinta-feira (7) o idoso Jorge Mattos Nogueira, 67, suspeito de efetuar compras em pelo menos 16 empresas do país com cartões de crédito clonados. Segundo a polícia, ele descobria dados das vítimas para realizar o crime. O suspeito ainda utilizava outros nomes para cometer o crime. Outros dois homens foram indiciados.

O golpe foi desarticulado pelos policiais da Seccional Sul no momento em que o bando se preparava para receber a compra de 15 purificadores de ar, no bairro de Aparecida, Zona Sul.

De acordo com a delegada titular da Seccional Sul, Márcia Chagas de Araújo, Jorge usava outros nomes, dentre eles, “Abraão”, “Jaime” e até “Maria Lúcia”. Aguinaldo Maquiné de Oliveira, o “Edson”, 53, e Henrique Mota de Araújo, 21, também fazem parte do esquema, mas foram apenas indiciados, pois, segundo a delegada, não havia a materialidade do fato.

Ele descobria o número dos cartões de crédito, o código de segurança e a data de nascimento do dono do cartão. O alvo, segundo ela, eram empresas que vendiam produtos caros. 

“Fomos procurados por gerentes e vendedores de várias empresas. Só em uma ele aplicou um golpe de R$ 30 mil, que só foi descoberto porque o cartão de crédito da vítima foi contestado, mas há indícios de que o prejuízo nas empresas passe de R$ 1 milhão”, enfatizou a delegada Márcia.

Outro golpe aplicado por Jorge Mattos foi na locação de dois carros, um Gol prata de placas OAK-0197 e um Pálio cinza de placas OAO-5104, que ele não pagou e nem devolveu. Somente o Gol foi recuperado. 

De acordo com a delegada Márcia Chagas, algumas empresas abriram falência após serem vítimas do bando. Funcionários com mais de 10 anos de trabalho foram dispensados por justa causa porque não seguiram os parâmetros de segurança da empresa. Uma vítima de São Paulo perdeu R$ 4 mil pensando que Jorge trabalhava numa agência de turismo no Amazonas.

Ele foi autuado pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, além de ser indiciado em cinco inquéritos. Jorge baixou para a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro.

*Com informações do repórter Jhonny Lima