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Manaus volta a ser destaque no noticiário internacional, desta vez com olhar otimista

Miami Herald, um dos mais importantes jornais diários do sul dos Estados Unidos, enviou repórter à capital amazonense para ver como a cidade-sede estava se preparando par aa Copa do Mundo, em junho. O relato bem detalhado foi diferente dos publicadoa anteriormente por tablóides britânicos

Matéria assinadas pela jornalista Mimi Whitefield foi a manchete principal do Miami Herald deste sábado (12)

Matéria assinadas pela jornalista Mimi Whitefield foi a manchete principal do Miami Herald deste sábado (12) (Reprodução)

Enquanto cidade-sede da Copa do Mundo 2014, Manaus voltou a ser notícia nos jornais internacionais neste fim de semana, desta vez na manchete principal do Miami Herald, mais importante jornal diário do sul da Flórida. Diferentemente dos tablóides britânicos – que aproveitaram para expor em excesso as mazelas da capital amazonense – o jornal norte-americano mostrou um lugar com enorme potencial turístico e bem preparado para receber os turistas e os quatro jogos do Mundial da Fifa, minimizando os atrasos das obras e sem citar, no texto, índices de violência ou superfaturamento.

A matéria foi publicada nas versões impressa e online do Miami Herald neste sábado (12) com grandes destaques e começa fazendo uma comparação entre o Teatro Amazonas e a Arena da Amazônia. “No final do Século 19, construir o Teatro Amazonas nessa cidade de selva durante o boom da borracha era considerado um sonho impossível. Para alguns, o equivalente deste século tem tudo para ser um elefante branco, mas torcedores esperam que a Arena não só eleve o futebol na região amazônica mas também ajude a colocar esta cidade de 1,8 milhão de habitantes no mapa como um destino de primeira classe no turismo mundial”, resume.

Por meio de entrevistas com donos de hotéis e restaurantes, proprietários de bancas de jornais e autoridades, como o secretario de Estado de Cultura Robério Braga (identificando erroneamente no texto como “Roberto Braga”) e o general Ubiratan Poty, chefe do centro de operações do Comando Militar da Amazônia (CMA), a repórter Mimi Whitefield descreve o que a cidade tem a oferecer.

Whitefiled cita, por exemplo, a Zona Franca de Manaus e seu objetivo de tirar Manaus do isolamento, – e que hoje abriga mais de 600 empresas – e a cena cultural crescente desde o início dos anos 2000. Mas a distância dos grandes centros brasileiros e a falta de estradas nacionais, com exceção da BR-174, também são apontados como fatores negativos. Mas nada ofusca, de acordo com a jornalista, a Copa do Mundo como momento oportuno para a população local lucrar financeiramente, desde lojas de souvenir e taxistas até restaurantes e aldeias indígenas.


O texto foca, lógico, no estádio multiuso construído para receber quatro jogos da competição, inclusive um dos Estados Unidos, contra a Seleção Portuguesa. Toda a trajetória do material – como os arcos metálicos portugueses e as membranas alemãs – é descrita com detalhes, assim como as três mortes de operários durante as obras, as polêmicas (como a envolvendo Roy Hodgson, treinador da Inglaterra) e os atrasos, inclusive do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

“Ainda há placas alertando para as obras e barulhos de construção no saguão, mas espera-se que esteja pronto a tempo. Se não estiver, pode ser o tendão de Aquiles de Manaus, já que demorou uma hora e meia para a alfândega liberar os passageiros mesmo com apenas dois voos internacionais desembarcando”, informa o texto, alertando para a importância do transporte aéreo na região, que é dominada por embarcações nos rios.

A cena fraca do futebol local também ganha destaque quando a jornalista pergunta de um entrevistado o que ele acha da situação esportiva atual. Ela explica que, segundo Roque Nobre, há esperanças do novo estádio motivar os times amazonenses e elevar o nível de jogo. Para exemplificar, ela cita os “quatro melhores times regionais”: Princesa do Solimões, Nacional, Fast Club e Rio Negro, “todos da terceira ou quarta divisão brasileira. Erro compreensivo.

A segurança também tem espaço reservado na matéria, principalmente no que diz respeito às manifestações – tomando as realizadas durante a Copa das Confederações, em julho de 2013, como exemplo. Novos protestos são esperados, segundo Whitefiled, já que os manauaras ainda se preocupam com problemas como corrupção, serviços públicos precários e o alto custo de eventos como a Copa e a Olimpíada de 2016. Mas as autoridades estão preparadas.

“O plano é manter os manifestantes longe do entorno do estádio, e o Comando Militar da Amazônia tem um contingente de 600 homens bem armados e prontos para ações-relâmpago caso a Presidente solicite apoio à polícia local”. Atividades de Inteligência e a compra de armamentos não-letais, como balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, também são citados.

Apesar do texto se manter otimista, as imagens publicadas numa galeria digital disponível na matéria parecem contraditórias. Além de fotografias de pontos turísticos, entrevistados e culinária regional, asm três em destaque mostram a Arena da Amazônia e uma parte da cidade com muitas áreas verdes. Mas a terceira apresenta as tradicionais palafitas, com a legenda “Palafitas de Manaus ao longo do rio. Elas foram construídas para proteger do período de cheias”. Apesar de inofensiva, imagens valem mais que mil palavras.