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Vendedor de celulares morre após ser alvejado na Zona Norte

O crime ocorreu na feira do Mutirão. A vítima ainda foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu

Em Manaus vendedor de celulares morre após ser alvejado na Zona Norte

Em Manaus vendedor de celulares morre após ser alvejado na Zona Norte (Lucas Silva)

Gledson Freitas da Encarnação, 29 anos, foi velado na manhã desta quinta-feira (30), em uma igreja no bairro Novo Reino, próximo à casa de familiares. Ele foi assassinado a tiros na tarde de quarta-feira (29) enquanto trabalhava na banca onde vendia celulares e objetos eletrônicos, no bairro Amazonino Mendes (Mutirão), na Zona Norte da capital.

“No dia 15 de dezembro já tinham assaltado e botado ele dentro do carro. Levaram a moto dele e o abandonaram lá na estrada do Puraquequara (Zona Leste)”, contou a esposa da vítima, de 25 anos, que não quis se identificar. Segundo ela, o marido era constantemente ameaçado sem motivo aparente.

O ponto de vendas de Gledson ficava localizado entre outras bancas e lojas da rua Penetração 3, bairro Amazonino Mendes (Mutirão), na Zona Norte da capital, local de grande movimentação de pessoas e comerciantes.

Por volta das 17h30, ele foi surpreendido por dois homens que chegaram sobre uma motocicleta e efetuaram três tiros.

Crime

“Eles nem desligaram a moto. O garupa desceu e deu os tiros, que pegou no tórax. Ele ainda correu para dentro dessa loja, mas caiu no chão”, contou um comerciante que testemunhou tudo e não quis se identificar.

Gledson ainda foi socorrido e levado ao Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, mas faleceu no mesmo dia, por volta das 19h30.

“Disseram que foi por causa de uma moto que ele ‘queixou’ de um amigo e não devolveu, mas não sei”, contou outro vendedor da área. “Eles estavam no ‘pique’, nem desligaram a moto nem tiraram o capacete. Chegaram e atiraram. Essa banca ele tinha há uns três anos. Ouvi falar que ele teve uma desavença com um cara uns caras aí, mas não sei”, contou comerciante.

Ameaças

O pai de Gledson, Jucimar Silva da Encarnação, 55, disse que o filho não era envolvido com drogas ou crimes. “Ele não era metido nisso. Ele fazia de tudo para não faltar nada em casa. Ele falava que tinha uns camaradas que o ameaçavam, mas não dizia mais que isso”, disse o pai.

A família acredita que os homens que mataram Gledson sejam os mesmos que o sequestraram tempos atrás.

“O Gledson me disse que no dia do sequestro esses homens falaram que iam dar uns tiros e jogá-lo lá pelo Puraquequara. Eu creio que tenham sido esses homens”, contou a esposa da vítima. Familiares e testemunhas deverão depor na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), responsável por investigar o caso.

“Ele tinha um caso com uma mulher aí (amante) e talvez tenha sido marido dessa mulher. Isso já faz um tempo. Não sei se ele ainda continuava com essa mulher, mas esse cara chegou até a agredi-lo há um ano. Pode ter sido ele”, contou outro comerciante da avenida Penetração, que preferiu manter o nome sob sigilo.