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Após alta da UTI, criança que caiu em shopping trabalha para recuperar o sistema respiratório

Uma nova cirurgia é inicialmente descartada, de acordo com a diretora do Complexo Hospital Pronto-socorro Dr. João Lúcio. Enquanto isso, os pais da criança registram Boletim de Ocorrência e Crea-AM alerta para falta de sinalização no local do acidente

A criança caiu do terceiro andar, mas foi prontamente socorrida

A criança caiu do terceiro andar mas foi prontamente socorrida. Após quase 10 dias na UTI, menor recebe alta mas ainda busca recuperação (Divulgação)

A criança P.N.T., de 5 anos, que caiu de uma altura de aproximadamente 15 metros no interior do Shopping Ponta Negra no último dia 14 e que recebeu alta nesta quinta-feira (24), está fora de risco, segundo o Hospital Pronto-socorro da Criança, o "Joãozinho", situado na Zona Leste de Manaus. Após alta da neurologia e com pouca probabilidade de sequelas, trabalho agora é de recuperação, principalmente do sistema respiratório,

De acordo com a Dra. Uldéia Galvão, a diretora do Complexo Hospital Pronto-socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado, que inclui o hospital em que a criança está internada, é necessário esperar a evolução do processo pós-cirúrgico. O menor encontra-se internado na enfermaria cirúrgica do "Joazinho".

“A criança sofreu um choque muito grave, muito grande. Isso obviamente vai demandar um esforço e um tempo para que o corpo se recupere”, disse Uldéia, sem definir um prazo ou previsão para a recuperação completa.

A prioridade, para ela, é o resgate do sistema respiratório da criança. “Ele ficou um tempo considerável entubado e respirando com a ajuda de aparelhos. Agora que ele voltou a respirar por conta própria, estamos começando um trabalho de fisioterapia, para que ele, realizando uma série de exercícios respiratórios, consiga se reestabelecer nesse sentido”, detalhou a médica.

Além disso, a criança permanece com fraturas nos membros superiores, com braços imobilizados. "Estamos avaliando a situação. Talvez ele necessite de um novo procedimento cirúrgico, de caráter corretivo, para curar as fraturas, mas isso só vai poder ser constatado com mais tempo de observação”, explicou a diretora.

Uma nova cirurgia é algo visto com muita cautela pela médica a essa altura. “Isso será bastante ponderado pela equipe médica e, de qualquer forma, temos de esperar, principalmente por causa da situação do sistema respiratório dele. Se fizermos uma cirurgia logo, teremos que entubá-lo de novo, pois os músculos do pulmão não estão fortes o suficiente. Isso, por sua vez, irá minar os esforços dos exercícios e da fisioterapia. Seria um retrocesso”, considerou Uldéia.

No entanto, ela demonstrou certa tranquilidade com o avanço do estado do menino. “Ele já obteve alta da neurologia, está respondendo bem a todos os estímulos e não apresenta nenhum sinal de que vá ter sequelas neurológicas por conta do ocorrido”.

A diretora prevê que, no atual estado, P.N.T. deve ficar de 10 a 15 dias em observação na enfermaria do Pronto Socorro da Criança, mas que esse tempo pode vir a ser menor devido à rápida recuperação que o menor teve no período em que ficou na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do centro médico.

Investigações

Além disso, os pais do garoto se apresentaram nesta sexta-feira (25) ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.), o primeiro desde o ocorrido.

De acordo com a Polícia Civil, a delegada titular do 19º DIP, Lucimar Felipe, já está analisando as imagens do circuito interno de segurança do shopping, localizado na Zona Oeste da capital. As imagens já tinham sido solicitadas pela polícia no último dia 18.

Falta de sinalização

Também no dia 18, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) fiscalizou o Shopping Ponta Negra para verificar se as escadas rolantes do local encontravam-se dentro da regulamentação vigente.

O órgão afirmou, em nota que, apesar de não valer como um laudo técnico, "o relatório de diligência apontou que as escadas rolantes do Shopping Ponta Negra estão adequadas às normas técnicas e não apresentam irregularidades”.

No entanto, de acordo com o observado na fiscalização, foi constatada “a inexistência de placas sinalizadoras de forma mais visível” no local onde estavam as escadas rolantes.