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Pontes de madeira podem aliviar prejuízos com cheia dos rios, mas moradores ainda têm transtornos

Com a subida das águas, os moradores são obrigados a usar as pontes construídas pela Defesa Civil para chegar ou sair de casa. A situação de risco intensifica a cobrança para que sejam removidos dos locais

A água já invadiu o beco Vitória, na Glória, deixando evidente a grande quantidade de lixo às margens dos igarapés e debaixo das casas

A água já invadiu o beco Vitória, na Glória, deixando evidente a grande quantidade de lixo às margens dos igarapés e debaixo das casas (Evandro Seixas)

As pontes já entregues pela Defesa Civil de Manaus, que juntas somam aproximadamente mil metros em passarelas de madeira, trouxeram alívio para famílias que habitam áreas historicamente afetadas pela cheia em na capital, mas não diminuíram a preocupação com os efeitos da enchente e com o prazo para a retirada das famílias. Moradores de áreas de risco intensificam a cobrança para sair dos locais.

Na entrada do Beco Itapuranga, no bairro São Jorge, Zona Oeste, a ponte de 150 metros de comprimento foi entregue há pouco mais de uma semana, antes de o nível da água começar a subir. Mesmo apostando que, este ano, a água não alcance o nível das casas, a auxiliar de cozinha Lene Martins dos Santos, 54, pede mais agilidade na retirada da família. “Nossa casa está cadastrada há três anos no Prosamin, já tivemos várias reuniões, mas não passaram nenhuma previsão concreta pra gente. Estamos aguardando”, contou.

Em outra casa, também no Beco Itapuranga, a dona de casa Leonilda Oliveira, 62, que vive no local há 47 anos com a mãe Francisca Santos, 87, e mais dez pessoas, reforçou que as pontes são bem-vindas, mas não resolvem o problema. “Nossa casa é de alvenaria e fica em uma área menos isolada, mas outros moradores passam por problemas piores. Duas casas já caíram com as chuvas fortes deste ano. Precisamos sair daqui logo”, ressaltou Leonilda.

Prazo apertado

No Beco Vitória, na Glória, Zona Oeste, a dona de casa Maria Socorro Afonso de Souza, 50, lembra que o prazo dado pelos agentes do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) para retirar sua família da área foi o início deste mês.  “Já comecei a pensar em como vamos fazer pra suspender os móveis, porque a água continua subindo até o início de junho”, constatou a moradora.

Maria, que mora na casa da sogra, contou que foi indenizada por vender sua casa, situada em outro ponto do local, mas não conseguiu achar uma casa para os 11 moradores com o dinheiro recebido. “Os locais onde conseguimos eram muito distantes e por isso ficamos todos por aqui, aguardando. Agora, o fato de ainda morarmos aqui não significa que não queremos sair. Esperamos ansiosos”, afirmou.

Removidas

Este ano, a Prefeitura de Manaus está atuando juntamente com o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) em uma ação que deve retirar aproximadamente mil famílias de áreas de risco. A expectativa é de que a ação seja concluída ao longo do primeiro semestre.

A Defesa Civil informou, por meio de assessoria, que em caso emergências, como inundações repentinas das residências, os moradores devem entrar em contato pelo telefone 199 e solicitar visita técnica. Após vista, um laudo será emitido, e em caso de comprovada a inviabilidade de permanência na área, será feita a retirada dos moradores.

Em números

Trinta e nove pontes devem ser construídas em caso de confirmação da previsão feita pelo primeiro alerta de cheia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), dia 31 de março, de que o rio Negro, em Manaus, deverá atingir a marca de 29,49 metros. Segundo a Defesa Civil, o trabalho de ação preventiva está dentro do cronograma.

Mais pontes

A Defesa Civil já entregou pontes no beco do Pescador, no Mauazinho, na Zona Leste,  nos becos São Francisco, Ana Nogueira e São João Batista 1 e 2, no Educandos, Zona Sul, no beco Vitória e na rua Oswaldo Cruz, na Glória, e nos becos Itapuranga 1 e 2 e Bragança, no bairro São Jorge, sendo os dois últimos bairros localizados na Zona Oeste da capital.