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Moradores da Zona Leste de Manaus manifestam contra falta de água

Ao todo 30 policiais estiveram no local para conter a população. Os moradores afirmaram que, ao chegarem à manifestação, policiais da Rocam utilizaram balas de borracha.

Moradora mostrou cápsula de uma bala de borracha utilizada para conter manifestantes

Moradora mostrou cápsula de uma bala de borracha utilizada para conter manifestantes (Alexandre Fonseca)

Cerca de 300 pessoas interditaram no inicio da noite desta quarta-feira (16) a Avenida Autaz Mirim, no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus. Os moradores da área protestaram queimando lixo, madeira e pneus, contra a falta de água há quase 20 dias.

Ao todo 30 policiais estiveram no local para conter a população. Os moradores afirmaram que, ao chegarem à manifestação, policiais da Rocam utilizaram balas de borracha.

De acordo com o sargento João Paulino, da Força Tática,  a rua estava totalmente tomada, dificultando o trânsito no local. Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) se deslocaram para dar apoio. “Não houve resistência dos manifestantes. O Corpo de Bombeiros foi acionado e o trânsito foi liberado”, declarou o sargento.

“Nós não estamos aqui pra brigar com ninguém, queremos reivindicar nossos direitos, estamos há mais de 20 dias sem água, não é a primeira vez que acontece. É uma situação se estende há quatro anos”, comentou a dona de casa, Geine de Oliveira.

O segurança André Rodrigues afirmou que as manifestações irão continuar. “Se nossa situação não for resolvida, fecharemos a rua novamente na sexta às 6h da manhã e quantas vezes forem necessárias”, garantiu. De acordo com ele, o poço que está instalado na rua Dalva Oliveira funciona, mas não há água nas torneiras. “Todos os dias temos que carregar água e não aparece uma autoridade para nos ajudar”.

Conforme informado pela assessoria de imprensa da Manaus Ambiental, houve quedas de energia no bairro, que colaboraram para a falta de água, já que as bombas precisam de energia para funcionar. E que a situação já estaria normalizada pela noite.