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Moradores de área de risco no Centro de Manaus protestam contra descaso do Estado

Defesa Civil do Município interditou as palafitas onde as pessoas moram, mas não forneceu nenhum auxílio para que elas saíssem do local

Famílias moradoras de área de risco no Centro de Manaus, protestaram na rua Luiz Antony contra descaso das autoridades

Famílias moradoras de área de risco no Centro de Manaus, protestaram na rua Luiz Antony contra descaso das autoridades (Antonio Lima)

Moradores do beco José Casimiro, na rua Luiz Antony, Aparecida, Zona Centro-Sul de Manaus, interditarem a rua, na tarde desta segunda-feira (26), tacando fogo em madeiras, com o intuito de chamar a atenção das autoridades. O protesto ocorreu por causa de situação que se desenrola há mais de um ano, onde a Defesa Civil do Município interditou as palafitas e o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) não retirou as pessoas do local.

“Só desse jeito para alguém ver nossa situação aqui. Vão esperar tudo cair e alguém morrer para tomarem providências”, reclamou o camelô Luiz Rogério de Castro.

Ele explicou que a prefeitura foi ao local, em 2013, interditou algumas casas, que estavam em risco iminente de desabar e disse que os moradores teriam que sair. Segundo ele, as pessoas saíram, mas como não tinham para onde ir, continuam morando em cima das pontes. “A gente não dorme, fica vigiando as crianças e os idosos, pois estão correndo o risco de cair no rio ou algum bicho morder”, lamentou.

Ainda de acordo com Castro, muitos moradores foram cadastrados pelo Prosamim, mas quando alguém vai lá, dizem que essa área não será atendida pelo programa. “Fomos lá várias vezes e ninguém vem aqui. Já disseram que não era responsabilidade do Prosamim, mas há os cadastros que já fizeram”, explicou.

O aposentado José Gabriel dos Santos, 63, lembrou que sua casa foi interditada por correr risco de desabamento, segundo o laudo. Porém, disse que não pode sair porque não tem para onde ir. “Sou deficiente visual e completo minha renda vendendo bombom aqui. Fica muito complicado sair”, avaliou.

A assessoria do Prosamim informou que os moradores da área foram cadastros para elaboração de projetos de definição  de quais obras seriam trabalhadas no local. Entretanto, o local ficou  apenas com intervenções de sistema de esgotamento sanitário. Também não foi previsto o reassentamento de famílias e nem construção de moradias no local.

De acordo com a assessoria de imprensa da Defesa Civil do Município, a atribuição de retirar famílias não é do órgão, mas lembrou que uma equipe técnica foi ao local e constatou o risco em onze imóveis e a recomendação foi a saída imediata das pessoas. A situação foi repassada à Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), que disse que as onze famílias já foram  cadastradas para receber o aluguel social. O dinheiro deve estar disponível na terça-feira (27).