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Motorista que matou dois em Manaus é transferido para cela reservada no batalhão da PM

Para garantir a integridade física de Renato Fabiano dos Santos Benigno, 36, a Justiça determinou que ele fosse transferido do CDP de Manaus para prisão “especial” no Batalhão de Guarda da PM

Renato Benigno, de 37 anos, tinha 129 ponto na CNH e foi indiciado por homicídio doloso, embriaguez ao volante e lesão corporal

Motorista que matou dois e feriu três tinha 129 pontos na CNH (Winnetou Almeida)

A juíza Mirza Telma de Oliveira Cunha determinou na última sexta-feira (11) que Renato Fabiano dos Santos Benigno, 36, motorista que matou duas pessoas e deixou três feridos em Manaus, fosse transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) para uma cela reservada no Batalhão de Guarda da Polícia Militar.

A decisão da juíza seguiu o parecer do promotor de Justiça Carlos Fábio Monteiro, que aprovou pedido de transferência de Benigno feito pelos advogados de defesa. No pedido, a defesa alegou que Renato estava sofrendo ameaças de morte dentro do CDP, por conta da repercussão do crime de trânsito cometido por ele.

Segundo a juíza, a transferência de Benigno se justifica porque a integridade física do detento não pode ser garantida pelas instituições carcerárias comuns, e por isso há a necessidade de cela reservada. O benefício de ter uma prisão “especial” foi concedido, por exemplo, ao ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acusado de crimes de exploração sexual.

Acidente

Renato foi preso em flagrante por embriaguez ao volante, homicídio doloso – quando há intenção de matar e lesão corporal, no dia 12 de maio deste ano, logo após atropelar e matar duas pessoas e ferir três na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus. A prisão em flagrante foi transformada em preventiva logo depois.

Pontos na CNH

Na data do acidente, Renato apresentou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com 129 pontos, sendo 12 infrações nos últimos 12 meses, suficiente para o documento já estar cassado naquela época. O processo de cassação da carteira ainda está em andamento no Detran-AM. Além disso, o teste do bafômetro em Renato emitiu 0,69 de alcoolemia, o que comprova que ele ingeriu bebida alcoólica antes de dirigir.

Julgamento

Mesmo Renato preso em prisão “especial”, ele será julgado em Tribunal do Júri no Tribunal de Justiça do Amazonas. O inquérito sobre o crime está na 1ª Vara do Tribunal do Júri desde 19 de maio. Segundo o juiz da Vara Especializada em Crimes de Trânsito (VECT), Henrique Veiga Lima, crimes dolosos contra a vida devem ser julgados em Tribunal do Júri.