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Mulher de ‘Moa’ fala que marido não é traficante

Em entrevista na qual aborda todos os assuntos que envolvem o marido que se encontra preso, Mary defende a inocência dele

A esposa do ex-policial militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, o “Moa”, a autônoma Mary Tereza Ramos de Albuquerque, 42, afirmou que o marido foi vítima de maus-tratos físicos e psicológicos no período em que esteve sob a custódia da Polícia Civil. A denúncia foi formalizada ontem, à comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB/AM), na sede da Escola Superior de Advocacia do Estado (Esam).

Acompanhada do advogado do ex-policial, Cândido Honório Neto, ela relatou que os investigadores que prenderam Moacir forjaram o flagrante de entorpecentes e porte ilegal de arma, pelos quais ele é acusado. A autônoma também explicou a relação entre o marido e o deputado estadual Wallace Souza, alegando que era restrita a assuntos relacionados à academia de jiu-jitsu que “Moa” e o filho do parlamentar, Rafael Souza, frequentavam.

Mary contou, ainda, que o marido corre risco de morte caso seja transferido para uma penitenciária comum. “Disseram que ele é traficante e informante da Polícia Federal. Mas ele não é nada disso que pensam”, frisou. “Ele pode ser morto” Emocionada, Mary ressaltou que está sofrendo com a repercussão diária do nome do marido na mídia. “Ele foi coagido a falar tudo isso. Foi espancado por policiais e sofreu pressão psicológica para assumir atos que não são dele.

Um dos fatos que mais nos preocupa é quando dizem que ele é um dos principais informantes da polícia e que sabe quem mandou executar esses crimes. A vida dele corre perigo. Se ele sair da cela da Polícia Federal e for para o presídio, pode ser morto”, disse. A autônoma contou que a injustiça teve início no dia em que “Moa” foi preso, em 20 de outubro do ano passado. “Ele foi preso por dois investigadores da Depre (Delegacia Especializada em Prevenção e Repressão a Entorpecentes).

Nesse dia, os policiais chegaram à minha casa e roubaram minha filmadora, fitas, jóias e arrancaram um cordão de ouro do pescoço do meu filho. Eles ainda forjaram as provas do flagrante. Meu marido não é traficante.” “Moa” permaneceu, aproximadamente, três meses sob a custódia da Polícia Civil, em uma cela na sede da Delegacia Geral, até ser transferido para a carceragem da PF. “Nesse tempo, ele foi muito maltratado. Negavam comida para ele em troca de informações.

O Moacir também é paciente renal e precisa tomar remédios controlados. Quando ele passava mal, os policiais não o levavam ao pronto-socorro. Eu que dava comida e medicação para ele, passando por cima de tudo”, explicou. Segundo ela, a cela não possuía banheiro. “Ele era obrigado a defecar em um jornal. Era desumano”, salientou.

Relembrando a prisão do acusado

Moacir Jorge Pessoa da Costa, o “Moa”, foi preso em 20 de outubro de 2008, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste. Além de cocaína e pasta-base, foram encontrados uma espada, duas pistolas, munição e fardamento do Exército Brasileiro. Na ocasião, o ex-policial tentou resistir à prisão, exigiu apresentação de mandado de busca e apreensão e disse que não podia ser detido porque trabalhava como segurança do programa de televisão “Canal Livre”, apresentado pelo deputado estadual Wallace Souza.