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Mulher morre na Zona Leste e família suspeita de envenamento

Raimunda Martins foi encontrada morta dentro da casa onde morava sem marcas de violência, arma branca ou de fogo

Raimunda Martins foi encontrada morta dentro da casa onde morava sem marcas de violência, arma branca ou de fogo

Raimunda Martins foi encontrada morta dentro da casa onde morava sem marcas de violência, arma branca ou de fogo (Bruno Kelly)

Uma suspeita de morte por envenenamento preocupou os filhos da doméstica Raimunda Martins da Silva, 42, que foi encontrada morta sem marcas de facada ou de arma de fogo dentro do quarto dela, em uma casa de rip-rap no beco Piau, rua Piau, bairro Jorge Teixeira 3, Zona Leste da capital, na manhã desta terça-feira (12).

“Disseram que ela tinha comido uma sopa preparada só para ela por um vizinho. Na hora de levar a sopa, esse vizinho chamou o meu irmãozinho, que morava com a mamãe, para assistir DVD na casa dele. Aí ele voltou e perguntou do meu irmão se minha mãe estava dormindo”, disse Bruna Martins da Silva, 17, filha da vítima.

Raimunda morava apenas com um filho pequeno e foi encontrada por vizinhos deitada de bruços sobre a cama. “Se ela estava morta, porque ele não chamou a polícia?”, desconfiou o ex-marido de Raimunda, Sidney da Silva, 43.

“Uma vizinha de lá, uma garota de programa, disse que esse tal vizinho deu a sopa a ela. Nós não sabemos se isso é verdade”, questionou.

Os filhos de Raimunda desconfiaram de crime por envenenamento porque a doméstica não tinha problemas de saúde. “Ligamos para o Samu e disseram que poderia ser parada cardíaca. Mas ela estava aparentemente normal. Aí essa vizinha contou essa versão para nós. Queremos saber a verdade”, contou Bruna.

O nome do vizinho suspeito de envenenar Raimunda não foi revelado pelos parentes para não gerar acusações infundadas. Conforme a família, esse morador teve uma discussão com Raimunda na semana passada por causa de um botijão de gás. “Ele queria algo em troca (dinheiro) por ter comprado e carregado o gás para ela, mas ela que não quis dar”, disse Bruna.

Sem causa

A real causa da morte de Raimunda só poderia ser conhecida pela família após um exame de necropsia feito pelo Instituto Médico Legal (IML). Entretanto, para a realização desse exame, os parentes da vítima teriam que apresentar no IML um boletim de ocorrência registrado em alguma delegacia de polícia.

“Apenas esse exame poderia constatar a verdade. Engraçado que a barriga dela estava inchando muito. Mas nem fomos à delegacia. Nossos irmãos disseram para deixar isso para lá”, disse Bruna, por telefone, ainda na noite desta terça-feira. O corpo de Raimunda foi velado e enterrado como falecimento por morte natural.