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Mulher pede prisão de namorado que a espancou após suspeitar de traição pelo WhatsApp

A atendente Mickaela Jenneffer Vieira de Carvalho, 23, denunciou o industriário Eduardo Rondon Silva, 23, após apanhar dele na manhã deste domingo (10). Ele foi preso quanto aproveitava um churrasco na casa do amigo

“Essa não foi a primeira vez que ele me bateu. Antes eu tinha medo de denúnciar, só que agora eu perdi esse medo", disse a vítima

“Essa não foi a primeira vez que ele me bateu. Antes eu tinha medo de denúnciar, só que agora eu perdi esse medo", disse a vítima (Winnetou Almeida)

A atendente Mickaela Jenneffer Vieira de Carvalho, 23, decidiu dar um basta e denunciou o industriário Eduardo Rondon Silva, 23, após apanhar dele. O caso aconteceu na manhã deste domingo (10), no núcleo 5, do bairro Cidade Nova, na Zona Norte.

Cheia de hematomas pelo corpo, a mulher foi ao 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado na avenida Noel Nutels, na Cidade Nova, pedir a prisão do namorado. De acordo com ela, a briga iniciou porque Eduardo leu uma conversa da namorada no aplicativo WhatsApp e desconfiou que ela estivesse falando com outro homem.

“Ele estava me ajudando a fazer a minha mudança. Aí ele pediu para ver meu celular e eu dei. Quando ele viu uma conversa minha com outra amiga, ela achou que eu estivesse falando com algum homem e começou a me bater”, relatou ela, que afirmou ainda que o homem ainda quebrou o celular.

Mickaela também disse que Eduardo usou uma chinela para bater nela e ficou com várias marcas roxas nos braços e na testa. “Essa não foi a primeira vez que ele me bateu. Antes eu tinha medo de denúnciar, só que agora eu perdi esse medo e não quero mais isso para a minha vida”, garantiu.

Eduardo foi preso na casa de um amigo, na rua Professora Maria Ormina, enquanto comia churrasco e bebia na casa de um amigo. Ele não resistiu a prisão, efetuada pelos policiais da 27ª  Companhia Interativa Comunitária (Cicom).

O delegado plantonista da 6º DIP, Jone Clei Rodrigues, informou que o agressor foi autuado por lesão corporal leve e vai baixar para a cadeia pública, caso não pague a fiança que foi arbitrada. “Ele deve pagar três salários mínimos e se não pagar até amanhã (hoje), ele vai para a Vidal Pessoa”, disse ao delegado. Segundo ele, a fiança só pode ser aplicada à casos cuja pena seja inferior a quatros anos.