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Mulher retira parada de ônibus para aumentar espaço de sua casa

Moradores denunciaram ousadia de empresária, que derrubou abrigo de ônibus para construir muro e aumentar  a própria segurança

Parada de ônibus é retirada por moradora da rua Raul Azevedo

Parada de ônibus é retirada por moradora da rua Raul Azevedo (Euzivaldo Queiroz)

Os moradores da rua Raul Azevedo, no bairro Santo Antonio, Zona Oeste, estão indignados com a retirada de uma abrigo de ônibus do local.  Segundo eles, a empresária Adriana Barbosa, 27, retirou a parada e construiu um muro no local.

Enquanto a empresária aproveitou a retirada da parada para aumentar a área da residência dela, os usuários que aguardam ônibus tentam se proteger do sol e da chuva em uma igreja, localizada ao lado da residência de Adriana.

Segundo o agente de manutenção Jonathas Laranjeiras, 22, a parada existia há muitos anos e as pessoas estavam acostumadas a esperar pelo ônibus no local. Com a retirada do abrigo, quem não quiser esperar debaixo de sol ou de chuva precisa caminhar mais duas quadras, até a parada mais próxima. “As pessoas esperam dentro da igreja ou no mercadinho do outro lado da rua para não ficar no sol”, acrescentou Jonathas.

A comerciante Vânia Alves, 53, explica que, mesmo depois da retirada do abrigo, os ferros deixados no chão indicam que o local era uma parada e, agora, as pessoas que não moram no bairro precisam contar com a ajuda dos motoristas para saber onde esperar pelo ônibus.

Denúncia

A comerciante disse, ainda, que fez uma reclamação à Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), porém não obteve resposta.

A empresária denunciada pelos moradores relatou que decidiu pedir autorização à SMTU para a para retirar o abrigo, o que, segundo ela, aconteceu  há pelo menos um ano. Porém, a SMTU não confirmou ter dado a permissão à moradora.

Adriana alega que a rua é atendida apenas pela linha 111 e, por isso, “as pessoas preferem caminhar até a avenida Brasil e ter mais opções de transporte”. “Essa parada era  pouco utilizada, somente quatro ou cinco pessoas aguardam ônibus lá”, justificou a empresária.

Além disso, a moradora disse que o abrigo servia como ponto de encontro de usuários de drogas e que ela já teve a casa assaltada e, por isso, optou por proteger a casa, construindo o muro.

De acordo com a SMTU, a denúncia foi registrada no SAC no, dia 23, e ainda está em trâmite. A previsão é que, na próxima semana, técnicos da SMTU visitem o local para verificar a situação. Segundo a assessoria só é possível informar as providências que serão tomadas quando a visita técnica for feita.

Nem metade dos abrigos foi concluído

Dos 100 novos abrigos de ônibus prometidos pela Prefeitura de Manaus até o fim do ano passado, apenas 35 foram entregues e outros cinco estão em construção.

A implantação de 200 novos abrigos de ônibus custou R$ 5.320.372,00 aos cofres públicos municipais. O custo de cada novo ponto de parada de ônibus é de R$ 26.601,86, sendo que 70 deles devem ser construídos na Zona Leste, 70 na Zona Norte, 30 na Zona Sul e 30 na Zona Oeste.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), os abrigos possuem tamanho padrão e, para que sejam implantados, é necessário haver disponível uma área de, no mínimo, dez metros quadrados.

Mas, de acordo com a Seminf, em grande parte dos locais escolhidos para a implantação não há espaços suficiente para a instalação de abrigos, o que demanda uma adequação dos locais.

Outro problema enfrentado pela secretaria vem dos moradores, que, em muitos casos, não querem a construção do abrigo na frente de suas casas, e tentam evitar a instalação.